Dinheiro mais caro inibe procura por crédito

Desaquecimento foi maior entre os mais pobres com renda mensal até R$ 500 por mês; nessa faixa a demanda recuou 17,2% em comparação a 2013

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Mais de um terço da população do país não tem conta corrente em bancos
LEONARDO LARA - 25.3.2009
Mais de um terço da população do país não tem conta corrente em bancos

O movimento de pessoas em busca de crédito diminuiu 0,5% ao longo de 2014, segundo levantamento do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. Esse resultado mostra um cenário bem adverso do registrado em 2010 quando a demanda havia crescido 16,4%. Em 2011, a alta foi 7,5%. De acordo com a Serasa Experian, o desempenho começou a enfraquecer em 2012, ano em que a procura caiu 3,1%. Em 2013, houve retomada, com aumento de 1,8%, mas a resposta não se sustentou em 2014.

Na análise dos economistas da empresa de consultoria, o que determinou esse comportamento foi, principalmente, o custo elevado do dinheiro. “A alta da inflação, os esforços do consumidor em reduzir seus níveis de endividamento e de inadimplência, a escalada das taxas de juros e do custo do crédito, a alta do dólar e o grau reduzido dos índices de confiança dos consumidores, determinaram um desempenho negativo da demanda do consumidor por crédito no ano de 2014”, diz o comunicado da Serasa Experian.

O desaquecimento foi maior entre os mais pobres com renda mensal até R$ 500 por mês. Nessa faixa a demanda recuou 17,2% em comparação a 2013. Já os consumidores com ganhos entre R$ 500 e R$ 1.000 diminuíram a procura em 1%. Também houve queda entre os que ganham acima de R$ 10 mil (-3,9%) e na faixa entre R$ 5.000 e R$ 10.000 (-3,8%). Nas demais faixas de renda analisadas ocorreram elevações: de R$ 1.000 a R$ 2.000 mensais a procura subiu 5,4% e entre os que recebem de R$ 2.000 a R$ 5.000 por mês, alta de 0,6%.

A região Sul do país foi a que apresentou a redução mais expressiva (-3,4%), enquanto a demanda permaneceu, praticamente, estável no Sudeste (0,1%). No Norte houve queda de 2,2% e Nordeste, recuo de 2,1%. A única alta foi registrada na região Centro-Oeste (7,5%).

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