“O que mais evoluiu no Minas foi a categoria de base”

Demétrius Ferracciú - Técnico do Minas

iG Minas Gerais |

“Tento ensinar e passar o que eu já vivi na profissão dentro dos ginásios”
Leo Fontes – 11.12.2014
“Tento ensinar e passar o que eu já vivi na profissão dentro dos ginásios”

O comandante do basquete do Minas bateu um papo com a reportagem de O TEMPO com exclusividade e falou sobre o desafio de voltar ao clube em que foi jogador entre 2002 e 2003, sendo hoje o treinador

Apesar do pouco tempo de trabalho, já é vista uma boa campanha do Minas, concorda? Concordo. Isso mostra o empenho dos nossos jogadores dentro das quadras nos treinamentos e nas partidas, a dedicação que eles possuem junto à equipe. Então, isso facilita até o trabalho da parte da comissão técnica, porque todo mundo está muito concentrado, todo mundo com o objetivo em mente. Todos querem buscar um espaço dentro do basquete brasileiro. Estão tendo a chance e mostrando muita qualidade e personalidade. Isso vai fortalecendo o grupo jogo a jogo.

Você foi jogador do Minas. Como foi voltar ao clube nessa nova função? Fui muito bem recebido por todos de dentro do Minas. A maneira como fui recebido aqui foi bem legal, pela história que tive em um ano e meio defendendo o clube como jogador. Acho que isso facilitou bastante na adaptação fácil e rápida que pude ter neste momento.

Como vem sendo o ambiente dentro do clube? Um ambiente muito favorável. Estou muito feliz pelo respaldo, pela confiança que o Minas me deu, de executar um trabalho desses, acreditando no projeto dessa mescla que nós possuímos hoje no elenco dos mais jovens e dos mais experientes. Então, é muito gratificante poder executar esse trabalho e estar tendo o resultado positivo dentro das quadras.

Mudou muita coisa dentro do Minas em seu retorno ao clube, 11 anos depois de ter sido jogador? Mudou muito. Está ainda mais profissional. É um clube que está mais envolvido no basquete. Então, temos que continuar com esse nosso foco, com essa postura positiva para que a gente possa colher os frutos mais para a frente.

O que mais mudou no Minas? O que mais evoluiu nessa parte do Minas, após o período em que estive fora do clube, foram as categorias de base. A valorização desse departamento dentro do clube. Há um investimento muito bom e muito forte da instituição nessa área da busca pela formação de novos jogadores. E hoje os meninos estão com nível de jogar uma competição tão importante quanto é o NBB.

Como é a orientação aos mais jovens, como o armador Coelho, em que joga na mesma posição que você atuava como jogador? Tento ensinar e passar o que eu já vivi na profissão dentro dos ginásios. Tive uma experiência interessante na seleção brasileira, jogos internacionais, torneios mundiais e Olimpíadas que me acrescentaram muito. E eu tento passar pra eles uma leitura de jogo melhor, que o jogo não é só o físico, que é preciso entender o basquete, o que o jogo está pedindo, as situações durante a partida. É para facilitar um pouquinho mais o trabalho deles dentro da quadra, porque talento eles têm, condição física eles têm. Se conseguirmos melhorar um pouquinho essa leitura de jogo, vamos melhorar bastante.

Qual o papel dos mais experientes, como o Robby Collum dentro da equipe? Fundamental para a equipe e para os mais jovens que temos no nosso elenco. Shilton (pivô), Collum (ala), Alex (ala) e Ralfi (pivô) são fundamentais. Deram um respaldo aos meninos mais jovens, acreditam no projeto, estão supercomprometidos com o nosso projeto aqui, no Minas. Essa é uma mescla que está dando muito certo e estamos muito felizes por esse respaldo que a gente tem dos jogadores.

Você espera uma maior participação da torcida pela boa campanha do time, daqui para a frente, principalmente quando o campeonato se afunilar? Acho que é importante a energia que a gente está passando na quadra para buscar mais torcedores. As pessoas estão vendo que o time é muito dedicado, supercompromissado, e isso faz com que as pessoas de fora estejam vibrando e vendo o quão legal está sendo esse trabalho que estamos realizando. E os jogadores daqui servem de espelho para quem deseja começar ou para quem está começando dentro do basquete.

O que o basquete brasileiro mais ganha com essa nova parceria com a NBA? É importante para o basquete no objetivo de tentar voltar a ser o segundo esporte mais praticado no Brasil. É importante a gente profissionalizar ainda mais. A Liga deu um passo muito grande do primeiro ano até hoje e é continuar investindo, continuar focado, para que a estrutura do basquete e o produto sejam cada vez melhores.

Até onde o time do Minas pode chegar nesta temporada? Até onde eles (jogadores) acreditarem. Acho que não podemos nos limitar. Não podemos colocar limitações no nosso caminho. Temos de acreditar no nosso sonho, buscar espaço, com humildade e pensando jogo a jogo, com a chance de enfrentar e jogar contra os melhores times de igual para igual.

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