Descaso do governo pode agravar crise

iG Minas Gerais |

Sem chuvas suficientes seria preciso reduzir o consumo em, pelo menos 15%, para passar o ano em uma situação hídrica confortável, diz o presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello. “Campanhas para incentivar a racionalização do uso deveriam ter acontecido em 214”, diz ele.

Para o gerente de regulação da Safira Energia, Fábio Cuberos, o governo não realiza essas campanhas porque o fantasma do racionamento de 2001 ainda assusta. “O governo tem medo de propor ações de eficiência e ser confundido com racionamento”, afirma.

Com consumo alto e pouca água, o consumidor vai pagar mais pela energia. O sistema de bandeiras que entrou em vigor neste mês vai aumentar o valor quando a geração estiver muito cara. Os especialistas acreditam que isso vai acontecer durante todo o ano.

No abastecimento de água não há estatísticas oficias de quantos municípios já decretaram racionamento ou rodízio, mas essas situações já são realidade em diversas cidades mineiras. Uma delas é Juiz de Fora que, desde outubro, adotou um sistema que corta a água um dia por semana em alguma região da cidade das 8h às 18h.

A Copasa diz que não há risco de racionamento nas mais de 600 cidades que atende, mas queixas de moradores levantaram a suspeita de “racionamento velado” até mesmo em Belo Horizonte. Em várias cidades, moradores reclamam de constantes falhas no abastecimento e excesso de manutenções, o que não ocorria quando as chuvas eram fartas. (APP)

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