Pimenta da Veiga afirma que agora quer viajar por Minas

iG Minas Gerais |

Presidente do Instituto Teotônio Vilela em Minas Gerais, o candidato derrotado ao governo de Minas pelo PSDB, Pimenta da Veiga, planeja uma série de viagens pelo Estado neste ano. O ex-ministro das Comunicações deve começar pelo Triângulo Mineiro, depois Sul de Minas, Norte e Zona da Mata. A intenção, segundo ele, é discutir o Brasil e o Estado. O tucano contou que pretende conversar com lideranças que estiveram com o PSDB durante os últimos anos e que, agora, estão em dúvida se aderem ou não ao governo Pimentel.

“Quero dizer a eles que poucas vezes houve tanto espaço na oposição quanto agora. Os erros que se delineiam são tão expressivos que trabalhar na oposição, sob o ponto de vista político, é eficiente”, afirma Pimenta da Veiga.

Pimenta nega rumores de que pretende entrar na briga pelo comando do partido em Minas, pois “não quer ter uma posição institucional, quer correr o Estado”.

Aliados afirmam que ele pretende brigar para ser o candidato à Prefeitura de Belo Horizonte em 2016, o que não é confirmado por ele. O filho, Pedro Pimenta, também pode ser candidato a vereador, embora negue quando questionado diante dos microfones. O certo mesmo é que Pimenta e a família ficarão em Minas. E eles vão tentar se manter em voga, o que deve ajudar a acabar com a imagem de que esteve fora por muito tempo, impregnada pelos adversários durante toda a campanha.

No PSDB, há resistências a Pimenta após o desempenho nas eleições, sobretudo na juventude do partido, que o considera um político ultrapassado. Granbel e AMM O PT e o PMDB precisarão se debruçar para escolha de nomes para gerenciar a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel) e para a Associação Mineira de Municípios (AMM). Na primeira instituição, um dos nomes cotados é do prefeito de Vespasiano, Carlos Murta, do PMDB. Fiel a Fernando Pimentel durante a campanha, Murta é ex-deputado estadual. Para a presidência da AMM, o PMDB se articula, e um dos nomes é o do prefeito de Pará de Minas (Central), Antônio Júlio. O PT, entretanto, quer indicar um nome da sigla. As conversas sobre o tema devem se intensificar no próximo mês. Hoje a Granbel é presidida por Carlaile Pedrosa (PSDB), prefeito de Betim. Já a AMM é presidida por Antonio Carlos Andrada (PSDB), prefeito de Barbacena.

Que Macaé? Os funcionários da portaria da Cidade Administrativa sofrem com a mudança de governo nesses primeiros dias de Fernando Pimentel, por conta das caras e nomes novos por lá. Na última sexta-feira, uma diretora de escola chegou à sede do governo e afirmou que tinha ido para a reunião “com a Macaé”. A servidora questionou, sem pestanejar: “Que Macaé?”. Após a insistência da diretora, uma colega explicou: “É a Macaé Evaristo, a nova secretária de Educação. Agora a gente tem que ficar anotando aqui para lembrar, pois não conhecemos ninguém”. A propósito, quem foi à sede do governo se assustou com a quantidade de cadeiras vazias por todo lado. Por enquanto, o número de exonerações é muito maior que o de nomeações para recompor os cargos.

PSB à disposição O PSB ainda aguarda um convite institucional por parte do novo governo de Minas, comandado por Fernando Pimentel (PT), para discutir a sua linha de atuação, principalmente na Assembleia, durante os próximos anos. Apesar de ter disputado contra o petista a corrida ao Palácio Tiradentes, quando o partido lançou Tarcísio Delgado ao cargo, e de fazer parte da base tucana nos últimos anos, os socialistas podem ceder e fazer parte da administração estadual. Júlio Delgado, presidente do partido em Minas, confirma que o PSB está aguardando ser chamado para conversar.

Reforço Se conseguir atrair o PSB, o governo petista teria a força adicional dos três deputados estaduais eleitos – Leandro Genaro, Wander Borges e Lerin – número que pode ser fundamental para aprovar projetos e a reforma administrativa do governador Fernando Pimentel. Apesar da possibilidade, o PSB ainda guarda rusgas da última troca de farpas com o PT, quando, em 2012, os petistas optaram por deixar a Prefeitura de Belo Horizonte e lançar uma candidatura própria contra Marcio Lacerda (PSB). Em Brasília, o partido é oposição, mas Júlio Delgado fez questão de comparecer à posse de Dilma.

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