Ataque suicida mata oito no Líbano e governo culpa Estado Islâmico

Um primeiro suicida detonou os seus explosivos e, quando várias pessoas se aproximaram do local do atentado, outro homem também se explodiu

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Um duplo ataque suicida matou oito pessoas e feriu outras 35 na noite do sábado (10) num café da cidade de Trípoli, no Líbano.

Segundo a agência libanesa ANN, um primeiro suicida detonou os seus explosivos e, quando várias pessoas se aproximaram do local do atentado, outro homem também se explodiu.

Os criminosos foram identificados como Taha Samir Kayyal e Bilal Mohammed Ibrahim, ambos da região de Mankubin, perto de Tríploi, ainda de acordo com a agência.

O ministro do Interior libanês, Nohad Machnouk, disse que o atentado foi realizado pelo Estado Islâmico, o que vai de encontro à declaração da Frente al-Nusra, grupo ligado à Al Qaeda que atua na Síria, que havia reivindicado a autoria do ataque no sábado.

"As informações iniciais dão conta de que foi um ato do Estado Islâmico", disse. Machnouk também afirmou que ele espera que a guerra civil Síria crie mais instabilidade dentro do Líbano.

Recentemente, em atitude inédita, o país começou a exigir vistos para a entrada de sírios. Uma conta ligada ao grupo afirmou no Twitter que o ataque foi para vingar sunitas no Líbano e na Síria - onde o grupo xiita libanês Hezbollah luta ao lado do regime Sírio.

As bombas explodiram num bairro alauíta - vertente dentro do xiismo, a mesma seguida pelo ditador sírio, Bashar al-Assad - o que, segundo os libaneses, foi feito para incitar conflitos sectários em Trípoli, cidade predominantemente sunita.

Oficiais de segurança do Líbano já haviam alertado para planos do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra que visam desestabilizar o Líbano.

Trípoli, segunda maior cidade libanesa, é tida como particularmente vulnerável exatamente por causa da maioria sunita - mesmo ramo do islã que os dois grupos terroristas seguem.

Em outubro de 2014, na última escalada de violência na cidade, 11 soldados e 22 extremistas foram mortos.

Em agosto do mesmo ano, houve um ataque da Frente al-Nusra e do Estado Islâmico em Arsa, cidade que faz fronteira com o Líbano. Os extremistas ainda têm sob sua posse cerca de 20 membros das forças de seguranças libanesas por causa do episódio.

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