Prefeito de Teófilo Otoni deixa todas as 14 secretarias vagas

iG Minas Gerais |

A Prefeitura de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, tomou uma decisão inusitada no início da última semana. Após pedido do prefeito Getúlio Afonso Neiva (PMDB), todos os 14 secretários municipais deixaram seus cargos, fazendo, assim, com que todas as pastas ficassem com o comando vago.

Em conversa com o , o prefeito Getúlio Afonso Neiva defendeu a medida, afirmando que o município passa por uma grave crise financeira, fomentada pela “péssima situação do país em geral” e que, com os cortes, a prefeitura poderia se adequar ao Orçamento.

Entretanto, segundo uma fonte ligada à política da região, a manobra de Neiva faz parte de uma tentativa de se aproximar do novo governo de Minas, comandado por Fernando Pimentel (PT), uma vez que o prefeito, mesmo fazendo parte do PMDB, sigla aliada dos petistas, apoiou o tucano Pimenta da Veiga durante a corrida eleitoral.

Todas as 14 pastas estão, atualmente, sem um responsável, mas, de acordo com funcionários da prefeitura, as secretarias continuam exercendo as funções estabelecidas normalmente. Existe a expectativa de que o comando superior do PMDB envie sugestões de nomes para assumir os cargos.

O próprio prefeito revela que pretende convidar membros do PT e do PSC – partidos que, em 2012, concorreram pela Prefeitura de Teófilo Otoni contra Neiva – para fazer parte da administração municipal. A medida seria, inclusive, resultado de uma “pressão” por parte do PMDB estadual, que planeja, com o vice-governador Antonio Andrade, presidente do partido, governar em paz com os petistas. Segurança reforçada O Senado continua preocupado com a segurança da Casa, ampliada após as manifestações de 2013. Além de adquirir equipamentos, como escudos e bastões para a polícia legislativa, a Casa abriu licitação para contratar, por R$ 19,1 milhões, um serviço de vigilância pelos próximos 12 meses. De acordo com o edital do pregão, o objetivo é “atender as necessidades de controle de recepção e acesso às portarias e guaritas de todas as unidades componentes do Senado Federal e residências funcionais de parlamentares, ressalvadas as atividades típicas da polícia”. Será ocupado um total de 119 (cento e dezenove) postos, em escala 12 h por 36 h, em todo o complexo arquitetônico do Senado Federal e na residência oficial do presidente da Casa. O pregão será aberto na próxima quinta-feira, dia 15.

Comando partidário Diretórios do PT e do PSDB em Minas Gerais trocam neste ano os nomes de dirigentes. No PSDB chegou-se a cogitar o nome do ex-secretário de Governo Danilo de Castro e do candidato derrotado ao governo de Minas, o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, mas estão fortes no páreo os deputados federais Paulo Abi-Ackel, Domingos Sávio e Eduardo Barbosa. O PT, por outro lado, pensa em conduzir uma mulher para a direção do partido, hoje presidido em Minas Gerais pelo deputado federal licenciado Odair Cunha, que assumiu as secretarias de Estado de Governo e de Meio Ambiente de Fernando Pimentel (PT). O nome, no entanto, ainda não gera consenso, pois há mais de uma candidata na disputa para comandar a legenda.

Daqui não saio. Funcionários dos gabinetes e nas funções da antiga maioria, agora oposição, estão evitando tirar férias já previstas na Assembleia Legislativa. Estão preocupados com a possibilidade de ver seus postos tomados por antigos ocupantes de cargos comissionados na gestão tucana do governo de Minas.

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