Protesto contra reajuste de tarifas será no dia 15

Lideranças de bairros dizem que vão fechar a Governador Valadares; tarifa subiu 9%

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |


Lideranças se reuniram ontem para definir quais ações serão feitas contra o reajuste.
Alex Douglas / O Tempo
Lideranças se reuniram ontem para definir quais ações serão feitas contra o reajuste.

Pouco mais de uma semana após a Prefeitura de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, anunciar o aumento das passagens do transporte coletivo municipal de R$ 2,75 para R$ 2,85 - o segundo, em apenas sete meses -, as primeiras movimentações da população começaram a ocorrer. Anteontem, lideranças de bairros da cidade se reuniram para definir quais ações serão tomadas contra a decisão do reajuste.

Uma manifestação foi marcada para o próximo dia 15. A concentração vai acontecer, a partir das 8h, na Praça do Ceabe, no centro. Segundo um dos líderes do movimento, Rosivaldo Freire, o Alemão, são esperadas mais de 200 pessoas no ato. “Depois, vamos caminhar até a avenida Governador Valadares, em frente à Câmara, e fechar a via para pressionar o governo para que o aumento da passagem seja revogado. Também queremos que o Ministério Público convoque, junto aos poderes Executivo e Legislativo, uma audiência pública para discutir a situação do transporte público hoje em Betim, que está precário”, afirmou.

Desde o dia 31 de dezembro, a tarifa para os ônibus convencionais e para os de baixa capacidade (micro-ônibus do transporte alternativo) passaram de R$ 2,85 para R$ 3,10 – aumento de 9%, índice bem acima da inflação (6,95%). Já o valor da linha circular Citrolândia, C09, passou de R$ 2,10 para R$ 2,30. Cartazes foram afixados nos veículos para informar os usuários sobre o reajuste.

O presidente da Empresa Municipal de Transporte e Trânsito de Betim (Transbetim), Gilvaldo Vasconcelos, justificou o aumento afirmando que foram feitos estudos para antes da sua aprovação. “O reajuste foi necessário devido ao crescimento dos custos dos insumos que compõem a tarifa, como aumento do combustível, manutenção dos veículos e correção salarial da mão de obra”, afirma. A direção da empresa Santa Edwiges, que administra os ônibus da cidade, não se manifestou sobre o reajuste.

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