Fênix asiática

Brasileiro toma gosto e vai em busca de praias e rica culinária do país que se reinventou dez anos após o tsunami

iG Minas Gerais | Mariana Filgueiras |

Templo de Phra Sri Rattana Satsadaram, no Norte da Tailândia
Amazing Thailand/divulgação
Templo de Phra Sri Rattana Satsadaram, no Norte da Tailândia

Há lugares que têm cheiro de carburador furado, há outros impregnados de maresia, e há a Tailândia, que por onde quer que se passe há um suave cheiro de jasmim no ar. Às vezes, o jasmim se mistura à fumaça dos carros, como no meio do trânsito em Bangcoc. Ou confunde o cheiro da maresia, nas belíssimas praias ao sul do país. A razão é mística. Onde quer que haja um oratório dedicado a Buda – e há por toda parte – haverá uma porção generosa de flores.

Nos templos, nos parques, nos tuk-tuks, são pequenos altares religiosos por todo canto. Além disso, há as barraquinhas de comida na rua. Ainda que a disputa com o perfume das frutas e dos peixes frescos seja acirrada, as porções generosas de arroz jasmim deixam a Tailândia marcada na memória olfativa de qualquer turista.

Avanço

E os turistas brasileiros cada vez mais descobrem o país como destino de férias. Segundo a Embaixada da Tailândia no Brasil, em 2011 foram 9.000 brasileiros a visitar a Tailândia. Em 2013, foram quatro vezes mais: 36 mil estiveram no país. É só reparar: vira e mexe um amigo mostra fotos da ilha de Koh Phi Phi (sempre com a frase na ponta da língua: “É aquela do filme ‘A praia!’”); outro posta um comentário sobre as feiras e os bazares de Chiang Mai, e um terceiro demonstra toda intimidade com a noite de Bangcoc. Sem falar na popularização dos restaurantes thai pelo Brasil. A cozinha tailandesa já está tomando o mesmo fôlego da culinária japonesa entre as opções gastronômicas orientais.

Apesar de fragilizada fisicamente pelo tsunami de 2004 e politicamente pelos sucessivos golpes militares que sofre – o último foi em maio deste ano, durando até meados de agosto, o que gerou impacto no turismo, baixando a estimativa do número de visitantes em 2014 de 6,6 milhões para 5,52 milhões – a Tailândia mostra-se forte. Um exemplo histórico é o fato de nunca ter sido colonizada. Ingleses, franceses, portugueses, chineses, nenhuma nação jamais conseguiu explorá-la, e o país hoje investe no turismo como alavanca para sua economia instável. Um exemplo é o vídeo promocional que fez enorme sucesso nas redes sociais no último mês, intitulado “I hate Thailand”.

O roteiro mais usual no país se divide em três: chegada em Bangcoc, onde é recomendável ficar no mínimo quatro dias; depois a descida para o sul do país, em Phuket, onde estão as praias e ilhas mais conhecidas; em seguida o norte, onde ficam as serras, e três dias dão conta dos principais passeios. Três viagens em uma, e muitos motivos para se conhecer a Tailândia.

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