“Abastecimento é fichinha”

iG Minas Gerais |

Brasília. Nas mesmas anotações publicadas pela revista “Veja”, Pessoa afirma que o esquema é bem maior do que já foi descoberto, e que as fraudes na diretoria de Abastecimento, de Paulo Roberto Costa, que fez delação premiada, seriam “fichinha” perto de todas as irregularidades.

“A operação Lava Jato vai caminhando e está prestes a mostrar que o que foi apresentado sobre a área de Abastecimento da Petrobras é muito pequeno quando se junta tudo a Pasadena, SBM, Angola, esquema argentino, Transpetro, Petroquímica e outras mais. Ah, e o contrato de meio ambiente na Petrobras Internacional? Se somarmos tudo, Abastecimento é fichinha”, escreveu.

No manuscrito, Pessoa questiona o motivo pelo qual apenas seis das 16 empreiteiras terem sido processadas pelo Ministério Público. “As outras empresas são santas e os delatores que se apressaram em apontar são santos”, declara, com ironia. E se mostra magoado com os delatores do esquema, antigos parceiros que resolveram contar o que sabem. As maiores empreiteiras do país foram beneficiadas com o esquema da Petrobras – entre elas, Camargo Corrêa, Mendes Júnior e OAS.

O advogado de Ricardo Pessoa, Alberto Toron, disse ao jornal “O Globo” estar “surpreso” com os bilhetes atribuídos a seu cliente. O advogado afirmou que, na terça-feira, irá a Curitiba conversar com o preso e saber se Pessoa escreveu os textos e se tomará providências sobre o assunto.

“Não sei se os bilhetes são de meu cliente. Mas não noto neles o tom de ameaça, a conotação que a Veja colocou. Noto apenas o desabafo de alguém que está preso e injustiçado”, disse Toron.

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