A prova tá aí!

iG Minas Gerais |

Muita coisa me chamou a atenção neste começo de ano, e não só no campo esportivo, infelizmente. Contudo, uma imagem me deixou extremamente satisfeito, e por vários motivos. Ver um prata da casa do Atlético, que fez parte do maior time do Galo de todos os tempos – o da década de 80 – e é um dos ídolos do clube alvinegro ser aclamado na missa pelos 94 anos do Cruzeiro, nesta semana, no Barro Preto, mostra o quanto os radicais estão sempre errados, pelo menos na forma de colocar opiniões e pontos de vista. Marcelo Oliveira, hoje o melhor treinador do Brasil, merece tudo o que está vivendo na carreira e fez por onde ganhar o que ganha, seja lá o quanto ele passou a tirar no Cruzeiro. Não sei quanto ganha Vanderlei Luxemburgo para não deixar o Flamengo cair, nem Felipão, que fez o que fez com a seleção brasileira. Quem vale mais hoje? Desde seus tempos de treinador da base do Galo, sempre atendeu todos com cordialidade, educação e presteza, na medida do possível. Salvou o Atlético do rebaixamento em 2008, merecidamente não quis voltar para a base, pois foi subestimado por Alexandre Kalil, e saiu do clube para começar a trilhar sua já mais do que vitoriosa carreira de treinador. O “atleticano” Marcelo está na história do Cruzeiro Esporte Clube de maneira indelével, agora agregando o Oliveira, mostrando àqueles que foram para a porta da Toca da Raposa II protestar por sua contratação, justamente por sua ligação com o maior rival, que a radicalidade emburrece as pessoas e a humanidade, vide o estado de sítio permanente que o Ocidente parece começar a viver e que ninguém sabe onde vai dar. Falando em bola, as contratações dos dois gigantes da capital foram boas e poucas. Aliás, pelo fato de terem sido poucas, foram boas. Os clubes foram buscar jogadores pontuais, pois são equipes que jogam juntas há muito tempo e têm uma filosofia tática bem-definida, mas isso é assunto para o gênio Tostão. Lucas Pratto e Leandro Damião se equivalem, mais o Damião do Inter e de seu começo na seleção, não o do Santos. São jogadores fortes, que não ficam fixos na área e têm bom arremate de longe da meta. Muito se tem dito do fato de Pratto ter sido eleito o melhor jogador da Argentina em 2014, em um futebol de clubes que vive uma crise financeira séria e já não é o mesmo de sempre, mas é sempre futebol argentino. Quanto aos outros contratados até o fechamento desta coluna, nessa sexta-feira à tarde, tem que esperar, pois, por mais que se acompanhe futebol, não dá para lembrar das atuações do Danilo Pires no Santa Cruz. Outra coisa que está ficando clara nesta pré-temporada é como as negociações têm se arrastado. Para mim, um sinal inequívoco de que os jogadores e agentes estão vendo a última chance de ganhar um troco a mais antes da readequação do mercado de transferência de jogadores do Brasil ao que acontece na economia do país, que ainda vai piorar bastante em 2015 antes de começar a melhorar. Mas até esse discurso já me desperta muita dúvida. Esperemos que os líderes da humanidade saibam conduzir os próximos passos da civilização, que está sob sério risco diante da radicalidade de quem acha que sua opinião tem que prevalecer e que as contrárias têm que ser eliminadas, custe o que custar. Um grande 2015 para aqueles que, espalhando o bem, ainda resistem.

Só uma explicação. Como o Atlético não tem clubes interessados no futebol dos jogadores que foram reintegrados ontem, mesmo depois de a diretoria ter dito por várias vezes que eles estavam fora dos planos para 2015, o Galo decidiu não deixar os atletas treinando em separado para não abrir margem a futuras ações na Justiça por poder ter cerceado o direito de trabalho de Jô, André e Emerson Conceição.

Os dois lados. Fico com dó dos vizinhos de Jô em Belo Horizonte, assim como presumo que seus vizinhos, seja lá onde ele tenha residência fixa ou esteja temporariamente, de férias ou jogando bola, estejam agradecendo ao Atlético. A falta de respeito de Jô para com os outros se faz presente onde quer ele esteja, sempre perturbando o descanso dos demais cidadãos com festas com som muito alto. Típica falta de educação. Pobre Jô! Pobres vizinhos de Jô!

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave