Depois do pau de selfie, vem aí o drone para tirar fotos de si

Como um bumerangue, equipamento sai do punho do dono, voa, filma ou fotografa e volta

iG Minas Gerais | Da redação |

Drone de selfie. 
Jelena Jovanovic e Christoph Kohstall (à direita) inventaram uma câmera que voa sozinha e pousa no pulso do dono
Intel/Divulgação
Drone de selfie. Jelena Jovanovic e Christoph Kohstall (à direita) inventaram uma câmera que voa sozinha e pousa no pulso do dono

Se o pau de selfie – aquele suporte comprido que as pessoas usam para tirar fotos de si mesmas – já virou moda, uma novidade promete tornar o registro de autorretratos ainda mais estranho. Durante a conferência da Intel na feira de tecnologia CES 2015, em Las Vegas, a Nixie Labs anunciou um drone dedicado aos selfies. Os aparelhos voadores agora são capazes de seguir o dono, estão mais baratos e menores – chegando ao tamanho de uma maçã ou um relógio de pulso. Os destaques da feira, além do Nixie, foram o Hexo+ e o ORA.

Os fundadores da Nixie, Christoph Kohstall e Jelena Jovanovic, subiram ao palco para fazer uma demonstração. Primeiro, o drone fica acoplado como um bracelete no pulso do usuário. Então, a pessoa quiser tirar um selfie, o equipamento se desprende do dono, voa para capturar as fotos ou filmar, e volta para o dono, como se fosse um bumerangue. A cada edição, a CES revela uma tendência forte para o ano: já teve TVs 3D, dobrável, 4K, dispositivos vestíveis, carros inteligentes, impressoras 3D... Agora é a vez do drone. A associação à fotografia de alta resolução e aos selfies potencializa sua aceitação. Antes eram vistos como esquisitos ou de uso apenas militar, hoje já são acessíveis – embora seu uso, no Brasil, dependa de regulamentação e autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Câmera. A Intel passou a maior parte do tempo de sua palestra na CES falando sobre a RealSense, uma câmera 3D e plataforma capaz de detectar profundidade. O ponto alto da apresentação ocorreu quando Brian Krzanich mostrou o que essa tecnologia é capaz de fazer quando aplicada em drones. Os pequenos helicópteros foram capazes de voar e evitar obstáculos e colisões sem ajuda humana. O executivo jogou uma espécie de pingue-pongue de drones com outros desenvolvedores. Ele tentava se aproximar do drone, que se movia para manter a distância. Com isso, fica mais perto a ideia de ter drones fazendo entregas, como planeja a Amazon, por exemplo. A RealSense também foi demonstrada na detecção de gestos e reconhecimento facial.

Pono O cantor Neil Young lançou na CES o Pono, tocador de música de alta qualidade idealizado por ele e financiado coletivamente. O Pono quer oferece qualidade de som muito superior à do MP3 (que precisa comprimir o áudio para proporcionar um arquivo menos pesado). Custa US$ 399 nos EUA.

Walkman A Sony lançou na CES o Walkman ZX2, que pretende agradar a um público profissional, interessado em áudio de alta qualidade. O produto vai custar US$ 1.120. O aparelho usa Android 4.2, vem com tela touch de 4 polegadas, Wi-Fi e Bluetooth e pesa 235 gramas (mais que o dobro de um iPhone 5S).

Celular Kodak Depois de pedir falência, a Kodak mostrou como tentará voltar aos dias de glória: lançou um smartphone para o vovô. Seu celular, o IM5, não vai brigar com topos de linha ou com aparelhos que caíram no gosto popular, como o Moto G. O telefone, decepcionante, foca um público mais velho

Kit de US$ 450 transforma qualquer carro em inteligente A empresa Drone Mobile criou uma série de dispositivos que, ao serem instalados no carro, o transformam em um “smartcar”. É possível abrir e ligar o carro com o celular, acessar sua localização, ativar alarme e receber avisos sobre o local onde ele foi estacionado e o nível de combustível. Nos Estados Unidos, o kit é vendido por US$ 450. A Volkswagen mostrou o e-Golf, modelo elétrico do carro, que tem como característica ajudar o motorista a fazer baliza. Cerca de 20 sensores mapeiam a distância entre veículos quando se pressiona o botão de ajuda. Quando o Golf encontra uma vaga, o motorista só precisa engatar a ré e controlar o freio. A Nvidia, fabricante de placas de vídeo para computadores, está criando painéis virtuais para carros e investindo em tecnologia que faz carros andarem sozinhos e reconhecerem o ambiente.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave