City agrada no uso em cidades; versão top é cara

Nova geração do sedã da Honda mostra evolução, mas preço esbarra no do irmão Civic

iG Minas Gerais | Alexandre Carneiro |

Honda City 2015
Alexandre Carneiro
Honda City 2015

O Honda City é um carro que, literalmente, faz jus ao seu nome. Com dimensões externas menores que as do irmão Civic e priorização da economia de combustível em relação ao desempenho – graças ao motor 1.5, capaz de gerar 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol, a 6.000 rpm, além de 15,3 kgfm de torque com ambos, a 4.000 rpm; na atual geração, a distribuição dessa força em baixas rotações ficou maior –, a Honda não esconde que o sedã foi pensado para circular majoritariamente nos centros urbanos, como veículo familiar.

A nova geração, lançada em setembro, reforça ainda mais esse caráter citadino: além da manutenção do propulsor de baixa cilindrada, foi adotado um câmbio automático do tipo CVT, que nas versões mais caras (EX e EXL) tem sete marchas virtuais e paddle-shifts no volante. Além do funcionamento mais linear, esse sistema permite otimizar as respostas ao acelerador sem prejudicar o consumo.

Na prática, o resultado é bem o que se espera de um sedã familiar urbano. O City é ágil em meio ao trânsito, e a direção com assistência elétrica, com relação bastante direta, mostra-se leve em manobras, contribui para o conforto do motorista. E o consumo, que realmente se mostrou comedido: em ciclo urbano, o Carro&Cia obteve médias de 10,4 km/l a bordo do sedã, com gasolina no tanque. Em rodovias, as marcas giraram em torno de 14,1 km/l.

Por falar em estrada, o City não faz feio fora de seu hábitat natural, mas começa a apresentar algumas limitações. É que o motor 1.5 mostra-se no limite para empurrar os 1.137 kg de massa do Honda. Em aclives, ultrapassagens e outras situações que exigem maior aceleração, o câmbio CVT logo eleva o giro do propulsor, para garantir a performance desejada, mas à custa de altos índices de ruído interno. Talvez devido à performance apenas razoável, o fabricante tenha instalado freios a disco apenas no eixo dianteiro (o traseiro utiliza tambores). As frenagens não chegam a ser ruins, mas, ainda assim, trata-se de um retrocesso em relação à antiga geração, equipada com discos nas quatro rodas. Por outro lado, o acerto da suspensão é elogiável, capaz de absorver grande parte das irregularidades do piso e ainda proporcionar boa estabilidade em curvas.

Junto com as melhorias mecânicas, a Honda deu ao City um interior mais incrementado. A posição de dirigir é muito boa, graças ao banco ergonômico e ajustável em altura, além da boa acessibilidade aos comandos. A coluna de direção também é regulável, em altura e profundidade, mas o volante tem aro muito fino, que prejudica a pegada.

Conteúdo

A versão top de linha EXL, avaliada, traz entre os itens de série ar-condicionado digital com comandos touch screen, faróis de neblina, sistema multimídia com tela de cinco polegadas sensível ao toque, com aparelho de som, Bluetooth, entrada USB e câmera de ré, vidros, travas e retrovisores elétricos e controlador de velocidade. O pacote de equipamentos de segurança é composto por cintos de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes, ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas e airbags laterais, além dos obrigatórios airbags frontais e freios ABS. Pelo preço, bem que essa configuração poderia entregar mais alguns dispositivos, como airbags do tipo cortina e controle eletrônico de estabilidade.

Interior

O painel, herdado da nova geração do Fit, apenas com diferenças pontuais, traz peças plásticas em preto brilhante. O econômetro entre os instrumentos do painel ajuda a dirigir sem desperdiçar combustível. O aspecto dos materiais de revestimento é bom, mas eles não chegam a ser luxuosos. Os plásticos, por exemplo, são rígidos, sem emborrachamento.

Espaço

O habitáculo do City é muito amplo: no banco traseiro, é possível até esticar as pernas. O único ponto negativo fica por conta da pouca altura do teto nessa região, que faz com que passageiros mais altos raspem a cabeça no forro. O porta-malas também é grande e comporta 536 l, nos quais se inclui um nicho sob o carpete do assoalho. 

Valores

O City é oferecido em quatro versões: a básica DX tem preço sugerido de R$ 53,9 mil e é a única equipada com transmissão manual. As configurações intermediárias LX e EX vêm de série com o câmbio CVT e custam, respectivamente, R$ 62,9 mil e R$ 66,7 mil. A Honda cobra R$ 69 mil pelo top EXL

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