Temporada de arte

VAC 9 - “Noturno” abre programação teatral do 9º Verão Arte Contemporânea

iG Minas Gerais | Giselle Ferreira |

Década invertida - Grupo Teatro Invertido encerra a comemoração de seus 10 anos com Mônica Ribeiro e Yara de Novaes em “Noturno”
GUTO MUNIZ/DIVULGAÇAO
Década invertida - Grupo Teatro Invertido encerra a comemoração de seus 10 anos com Mônica Ribeiro e Yara de Novaes em “Noturno”

Com programação aberta ao público em geral neste sábado (10), a 9ª edição do Verão Arte Contemporânea (VAC) vai ocupar 24 espaços da capital reunindo atrações do teatro, cinema, música, dança, artes visuais, moda, literatura, arquitetura e gastronomia até o dia 12 de fevereiro.

Fiel à proposta de pluralidade, compromisso assumido desde a primeira edição em 2007, o VAC9 traz de seminários sobre o urbanismo a salões de moda, sempre com vistas a alçar a produção artística local ao posto de atração turística de férias.   “Nossa prioridade é mesmo valorizar a arte de casa. Temos como proposta principal o deslocamento e o passeio do nosso público e dos nossos artistas por outras áreas da cultura que não aquela a que estão habituados”, afirma Ione de Medeiros, do Grupo Oficcina Multimédia, idealizadora e diretora artística do festival. Ele lembra que o estímulo ao intercâmbio, à pluralidade e à experimentação são teclas nas quais o VAC gosta de bater.    A grande novidade desta edição fica por conta do Festival de Chefs no Restaurante Popular do Barreiro, marcando a estreia da A.M.I.G.A. – Associação Mineira de Gastronomia, formada por 22 chefs.   Na programação de cinema, o VAC traz, pela VI Mostra Cultura Arte e Poder, o longa “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra.    Premiado em 2013 na 61ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebatián, na Espanha, o filme – estrelado por Leandra Leal e Milhem Cortaz – narra um triângulo amoroso ambientado no subúrbio do Rio de Janeiro. “Deserto Azul”, de Eder Santos, e “Anabazys – Anatomia do Sonho – O Terceiro Testamento de Glauber Rocha”, de Paloma Rocha e Joel Pizzini, também voltam ao cartaz com a mostra.   A casa da dança contemporânea, nesta temporada, será o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que abrigará performances multimídia (das artistas belgas Dorothé Depheauw e Maya Dalinski), instalações de experimentação (de Adriana Banana) e disputas de danças urbanas (Palco Hip Hop).    Os teatros João Ceschiatti, Oi Futuro Klauss Vianna e Bradesco, por sua vez, receberão apresentações mais clássicas, entre as quais se destacam as montagens da Cia. Sesc de Dança (“São Como Palavras”, “Oblivion” e “Plano”) e da Cia. de Dança Palácio das Artes (“brancoemMim”).    A valorização das intervenções artísticas em espaços da cidade também salta aos olhos em meio à lista das artes visuais, que conta com trabalhos do muralista Paulo Werneck, do carioca João Lelo, além dos belo-horizontinos Eduardo Fonseca e Cesarmauricio. Estes três últimos serão construídos ao longo do VAC9, ampliando o acesso do público aos processo de criação das obras.    A programação de música e teatro completam o rol com atrações de variados estilos. Jazz, ritmos brasileiros, duo de percussão, contemporânea, funk 70 e funk carioca, clássica e sinfônica formam o repertório do VAC, que tem como convidada a cantora e compositora Ná Ozzetti – ela acompanhará o coletivo A.N.A., no Sesc Palladium.   Para as arenas o VAC9 traz de volta “Dente de Leão”, a mais recente peça do Espanca! e “Thácht”, do Armatrux e Eid Ribeiro. A expectativa é especial em torno das novas apresentações de “Sarabanda”, de Grace Passô e Ricardo Alves Jr. sobre o último longa de Ingmar Bergman, e da estreia de “Madame Satã”, com elenco do Oficinão do Galpão Cine Horto sob a batuta de João das Neves.    E apesar de não ser uma questão considerada por Ione como primordial à manutenção do VAC, a formação e educação de novos consumidores de cultura ganha, este ano, um novo dispositivo de fomento com o projeto Plateia – Escola de Espectadores. Segundo Ione, esse é um projeto piloto, e a ideia é que seja ampliado para a música e o cinema. “Este é um caminho fantástico, mas o problema é que o público acaba não indo muito. Quem sabe um dia a gente chega lá”, diz.   A exposição “3º Sinal”, no Museu Histórico Abílio Barreto, e a terceira edição da Janela de Dramaturgia, que ocupa o CCBB por três noites, faz do teatro a modalidade mais discutida do evento.   “Noturno” A estreia de “Noturno”, do Teatro Invertido, neste sábado, às 21, no Oi Futuro, é outra das atrações aguardadas, já que Yara de Novaes e Mônica Ribeiro assinam a direção do texto de Sara Pinheiro.    Ambientado em um quintal, o espetáculo se passa em um domingo, às vésperas do fim do mundo. O casal que planejava passar pelo dia derradeiro juntos, acaba recebendo a inesperada visita de amigos. Eles então passam a discutir seus medos, contradições, valores desgastados, afetos e angústias de típicos representantes da elite brasileira.   “Eu compreendo que a peça reflete sobre o que estamos fazendo com o planeta. Não é sobre o fim, porém. É uma reflexão bastante alentadora, mais para chamar a atenção para mudar nosso ponto de vista”, destaca Mônica Ribeiro.    VAC 9 Até 12 de fevereiro. Em vários espaços da cidade. Confira programação completa em veraoarte.com.br

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