Popularização do teatro, da dança e do riso

iG Minas Gerais | Bárbara França |

Imperdível: “Aqueles Dois”, do Luna Lunera, é um dos destaques da Campanha
GUSTAVO JÁCOME/DIVULGAÇÃO
Imperdível: “Aqueles Dois”, do Luna Lunera, é um dos destaques da Campanha

No ano do centenário de nascimento de Grande Otelo (1915- 1993), a 41ª edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança oferece, até o dia 8 de março, uma programação intensamente dedicada à comédia. A relação entre o célebre ator, cantor, compositor e, sobretudo, comediante mineiro e a seleção dos espetáculos não é explicitada formalmente pela campanha, mas, pelo menos em números, é possível tomar a coincidência como um tipo de homenagem.

Afinal, só entre as 102 peças dedicadas ao público adulto na Campanha, nada menos que 69 são exemplares do gênero, entre elas, “clássicos” e campeãs de bilheteria do festival, como “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” e “Como Sobreviver em Festas e Recepções com Buffet Escasso”, que contribuem para uma expectativa de público de mais de 400 mil, superando os quase 390 mil espectadores da edição anterior.

“A comédia é muito importante, é o tipo de teatro na Campanha que mais recebe público. As pessoas que produzem os espetáculos, e as comédias, claro, já estão objetivando o público consumidor. Fora que a comédia é um gênero teatral global, o mais popular no mundo inteiro. Então, a Campanha está cumprindo seu papel popular”, comenta Romulo Duque, presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), que organiza o evento. Segundo ele, a seleção dos espetáculos não passa por uma curadoria e sim por um regulamento, cujas normas básicas são já ter feito um número mínimo de apresentações em Belo Horizonte e ter “relevância e importância dentro da proposta de descentralização do projeto”, esclarece.

A palavra, aliás, para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas de Oliveira, é o cerne do festival. Ele acredita que popularizar, além dos preços mais acessíveis, que variam entre R$ 5 e R$ 15, é levar a arte para quem está fora do eixo centro-sul. “Descentralização é formação de público em outras regiões. Precisamos de mais ações nesse sentido”. Como o teatro que está sendo construído no bairro Alípio de Melo, região noroeste de Belo Horizonte, uma iniciativa da comunidade com inauguração prevista para julho e que deve integrar a Campanha do ano que vem.

Novidades

Já, nesta edição, as novidades são a entrada em cena dos teatros Marília e o Francisco Nunes e a inclusão de Itabirito e Betim no festival que, segundo Duque, mesmo com sua queda pela comédia, não negligencia espetáculos contemporâneos e outras manifestações de vanguarda, representados no “Projeto Troca”, que traz oito produções consideradas de teatro de pesquisa.

“A Erudita”, musical da atriz e cantora Priscilla Cler é um dos destaques. Também não se pode deixar de citar espetáculos de grupos já consolidados, como “Humor”, do Quatroloscinco, “Aqueles Dois” e “Prazer”, da Luna Lunera, e “De Tempos Somos” e “Till – A Saga de um Heroi Torto”, do Grupo Galpão. (leia mais nesta página)

“Quem quiser assistir ao ‘Espírito’ de novo, vai! Mas tire um tempo para assistir outros dois novos pelo menos, afinal, são dois meses de Campanha. Dá pra ver!”, convida Duque, entre risos, e emenda: “também existem outros espetáculos!”.

 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave