Levy reforça ideia de que governo não pode gastar mais que arrecada

O ministro também disse que a economia não irá melhorar se houver aumento das despesas

iG Minas Gerais | AGÊNCIA BRASIL |

Até 2050, mais de um terço da população do Brasil
terá mais de 65 anos
valter Campanato/ agência brasil - janeiro 2006
Até 2050, mais de um terço da população do Brasil terá mais de 65 anos

Em bate-papo mantido hoje (9) com internautas no portal do governo no Facebook, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugeriu a um deles, Reinaldo Demétrio Silva, que uma forma de o cidadão comum ajudar o país neste momento de ajustes é trabalhar e fazer tudo com o máximo de qualidade.

Levy disse ao internauta que, quando alguém bem atende ao cliente, está valorizando seu próprio trabalho e melhorando a economia. "Quando fazemos algo bem, melhoramos aquilo que os economistas chamam de produtividade. É como diz o ditado: 'Só o trabalho pode criar riqueza'”, explicou o ministro.

Para Levy, além disso, é preciso fortalecer a conviccção de que o governo não pode gastar mais do que arrecada. “[Fortalecer a convicção de] que, se as despesas crescerem e a gente se endividar, ou ficar aumentando imposto, vai ser mais difícil a economia melhorar. Se você conversar [sobre] isso com seu colega de trabalho e, em alguma hora, também com seus amigos, vai ajudar a gente a fazer as mudanças juntos.”

Em resposta a uma pergunta do repórter Caiã Messina, da Rede Bandeirante, a última do bate-papo, o ministro disse que a equipe econômica está tendo oportunidade de "consertar o telhado em dia de sol". O repórter queria saber se há necessidade de aumentar impostos para ajustar a economia brasileira e equilibrar os gastos públicos.

“Opa, o tempo está acabando, mas tenho que responder a essa pergunta", disse Joaquim Levy. Ele explicou que, provavelmente, será preciso "rebalancear" alguns impostos, até porque alguns foram reduzidos há algum tempo. "E essa receita está fazendo falta, mas, se houver alguma mudança, vai ser com cuidado e depois de se esgotarem outras possibilidades. Estamos no caminho certo e, desta vez,  tentando acertar as coisas bem antes de estar em uma crise. Como diz um amigo meu: 'estamos podendo consertar o telhado em dia de sol'.”

Ao internauta Gustavo Taouil, que queria saber se as viagens ao exterior ficarão mais caras com a alta do dólar, o ministro lembrou que o preço delas depende do câmbio. “O valor das moedas estrangeiras, o câmbio, tem flutuado bastante. O dólar está mais forte em relação à maioria das moedas, inclusive o euro e as moedas da Ásia. Então, o preço da viagem, inclusive em reais, depende do país para onde você vai. Boa viagem”, desejou Levy.

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