Cenário mundial e cortes nos gastos animam Bovespa

Mercado reage bem às medidas do governo e Bolsa sobe

iG Minas Gerais |

Destaque. Com a melhora dos preços internacionais do aço, as ações das siderúrgicas estão em alta
DANIEL MANSUR/26.10.2012
Destaque. Com a melhora dos preços internacionais do aço, as ações das siderúrgicas estão em alta

São Paulo. O otimismo em relação à política monetária nos Estados Unidos e a expectativa de adoção de estímulos na Europa impulsionaram as Bolsas do mundo inteiro nesta quinta. No Brasil, o anúncio do corte de gastos por parte do governo ampliou o bom humor na BM&FBovespa, que fechou no azul pelo terceiro dia. A melhora na percepção de risco dos investidores também retirou a pressão sobre o mercado de câmbio. Assim, o dólar perdeu força sobre o real e as principais moedas internacionais.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,97%, para 49.943 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,059 bilhões. A principal influência positiva foi o avanço de 5,88% das ações preferenciais da Petrobras, sem direito a voto. Na véspera, a estatal informou que concluiu com sucesso negociação com credores que demandavam demonstração contábil do terceiro trimestre de 2014 revisada por auditor externo até fim deste mês.

Em nota, a equipe de análise da Concórdia Corretora avaliou a flexibilização dos credores da Petrobras como um alento para a companhia, apesar de representar apenas um ganho de fôlego, e não a solução de seus problemas. A Bolsa brasileira tem um peso relevante de estrangeiros, que aproveitaram o clima de menor aversão ao risco no exterior para buscar “oportunidades” na Bovespa.

O mercado de ações do Brasil está muito barato em dólar, quase que de uma forma incomparável a outros períodos, por isso o fluxo de estrangeiros deve ser ainda maior em 2015, diz James Gulbrandsen, sócio da gestora NCH Capital no Brasil.

Pelos mesmos motivos, o dólar à vista caiu 1,44%, a R$ 2,6680. O volume de negócios totalizava US$ 1,261 bilhão nesta quinta.

Desempenho Ações. O Itaú Unibanco e o Bradesco tiveram valorizações de 1,56% e 0,52%, respectivamente. A CSN cedeu 2,44%, para R$ 5,60, enquanto a Gerdau perdeu 1,92%, para R$ 10,22.

Brasil pode ter nota de crédito baixa Brasília. O Brasil está entre os países emergentes candidatos a serem rebaixados pelas principais agências de classificação de risco (rating) em 2015. A avaliação é de economistas do banco Barclays. Na lista dos mais cotados para um corte na nota de crédito neste ano estão ainda a Rússia e África do Sul. O baixo crescimento do Brasil explica a desconfiança.

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