Franceses em BH sofrem à distância

Dono de uma empresa de turismo na capital, o empresário francês Philippe Laplace, 52, também diz ter ficado “chocado” quando soube do atentado e condena esse tipo de retaliação

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

“Moro no Brasil há dez anos, e é a primeira vez que fico realmente triste pela França”, lamentou o francês Philippe Watel, 48, ao falar sobre o ataque ao semanário “Charlie Hebdo”.  

O parisiense que vive há quatro anos em Belo Horizonte, onde administra um restaurante, conta que se estivesse na sua cidade natal, também se juntaria à multidão que saiu às ruas para protestar. “Não tem outra forma de reagir. Um desenho e uma frase têm o poder de fazer refletir, atingir o coração muito mais do que qualquer discurso político”, diz Watel.

No entanto, o administrador ressalta que não vê solução para erradicar as formas de terrorismo. “Infelizmente, estou vendo que uma democracia não tem as armas para combater esse tipo de ato”, diz Watel.

Casado com uma brasileira, com quem tem uma filha de 9 anos, Watel diz que tentará articular uma mobilização junto à comunidade francesa e recolher fundos para ajudar a revista atacada. “Reconstruir o que foi destruído”, resume.

Dono de uma empresa de turismo na capital, o empresário francês Philippe Laplace, 52, também diz ter ficado “chocado” quando soube do atentado e condena esse tipo de retaliação. “Nada justifica uma ação armada. Conheço bem o jornal e não acho que eles extrapolaram”, diz.

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