O melhor contrato da história

Além de reconhecer méritos do atleta, diretoria também aumenta o valor da multa rescisória

iG Minas Gerais | Felipe Ribeiro |

Marcos Rocha estendeu vínculo até 2018
Bruno Cantini/Divulgação – 14.11.2014
Marcos Rocha estendeu vínculo até 2018

Marcos Rocha precisou passar por muitos momentos adversos dentro do Atlético até chegar ao atual. Salário mínimo, empréstimo para jogar a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, dificuldades longe da família, perseguição dos torcedores e descrença de alguns treinadores ficaram pelo caminho. Com personalidade forte, o dono da camisa 2 chegou a bater de frente com a Massa algumas vezes em que foi criticado. Com fala mansa e trabalho, conseguiu cravar seu nome na história do clube e teve o reconhecimento da torcida. Rocha teve vários motivos para percorrer o mesmo caminho de muitos sonhadores que chegam ao mundo da bola, se decepcionam, abandonam a carreira e se dedicam a outra profissão. Mas a persistência fez com que os obstáculos fossem vencidos um a um até chegar ao status de jogador formado na base com maior valorização salarial da história do Atlético. Nem mesmo o meia-atacante Bernard, revelação mais badalada do clube nos últimos anos, atingiu esse mesmo patamar. Quando foi vendido para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o baixinho ainda não havia chegado ao nível salarial que Rocha alcançou na recente prorrogação de contrato. Tudo começou a mudar depois do destaque que teve com o América, entre os anos de 2010 e 2011. Respirar novos ares para mostrar seu valor foi o trajeto encontrado por Marcos Rocha para seguir firme em seus ideais, continuar acreditando em seu potencial e dar a volta por cima no Galo. Cuca apostou na qualidade do lateral e bancou a permanência que, no começo de 2012, ainda dependia de uma fase de testes. O camisa 2 passou com louvor, assumiu a titularidade, aprendeu a lidar com a pressão das arquibancadas e bateu as metas estabelecidas em seu contrato, chegando à seleção brasileira. Campeão da Libertadores com um dos lances que ficarão imortalizados na mente dos atleticanos – o lateral batido para Ronaldinho que pegou a defesa do São Paulo completamente desprevenida –, Rocha continuou a escalada em sua carreira. Mas o novo salário, já bem mais próximo daqueles pagos aos grandes jogadores do mercado nacional, não fez com que o jogador se acomodasse. Vieram mais cobranças por ter subido de patamar técnico e financeiro, mas veio também uma nova conquista inédita, com a Copa do Brasil no ano passado. Prestes a assinar o maior contrato de sua vida, renovando o vínculo até 2018 e ficando abaixo apenas de Victor e Tardelli em termos de salário, Marcos Rocha sabe da responsabilidade, mas quer evoluir.

“Sei o quanto é difícil para um jogador da base ser reconhecido, ainda mais em um grande clube como o Atlético. Só tenho que agradecer à diretoria por ter confiado em mim. Faço parte da história com títulos e ainda quero conquistar mais”, destacou Marcos Rocha a O TEMPO.

Dinheiro pela Copa Líder no Brasil. O Atlético receberá pouco mais de R$ 800 mil) como compensação por ceder jogadores para a Copa do Mundo no Brasil. Segundo divulgou a Fifa, serão distribuídos R$ 187 milhões a 396 equipes, de 57 países. O Galo colocou à disposição de Luiz Felipe Scolari, técnico do Brasil, o goleiro Victor e o atacante Jô, que ficaram na reserva. O segundo clube brasileiro que mais ganhará será o Botafogo, com R$ 580 mil, seguido pelo Palmeiras, com R$ 410 mil. No total foram 11 agremiações brasileiras, sendo a lista completada por Fluminense, Santos, Internacional, São Paulo, Vasco, Corinthians, Flamengo e Grêmio. No geral, o Bayern de Munique-ALE ficou na liderança, tendo a receber R$ 4,6 milhões. A quantia é calculada de acordo com o número de jogadores cedidos e a quantidade de dias que serviram suas seleções.

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