Terapia vai além da gestão de dados

Por fim, existe ainda a questão filosófica em torno do que todos os pacientes realmente querem para ser seus próprios médicos

iG Minas Gerais | Abigail Zuger |

Nova York. É possível que alguma das previsões de Topol venha a se concretizar. Será que isso é bom? Quando imaginamos os pacientes que conhecemos no novo mundo médico de Topol, alguns problemas logo vêm à mente.  

Para começar, há o problema da privacidade. Os dados médicos não estarão mais seguros; afinal, pequenos e grandes vazamentos de dados ocorrem o tempo todo. Os dados do genoma são especialmente sensíveis, mas, como Topol mostra, não existe ainda um consenso em relação a como protegê-lo.

Além disso, há o argumento óbvio de que o tratamento médico consiste em muito mais que a gestão de dados ou de doenças. Um mundo inteiro de cuidado, aconselhamento e conversas contraria a ideia de Topol do paciente como uma planilha na tela do computador.

Por fim, existe ainda a questão filosófica em torno do que todos os pacientes realmente querem para ser seus próprios médicos. Pessoas doentes precisam de tratamento; quase sempre, os pacientes mais doentes ficam aliviados por transferirem as decisões mais difíceis para outras pessoas.

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