ONG faz em Niterói ato em repúdio ao atentado terrorista na França

Manifestantes carregavam cartazes com frases como Rio est Charlie (O Rio é Charlie) e La liberté à genoux, jamais! (liberdade de joelhos jamais)

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

A organização não governamental (ONG) Rio de Paz aproveitou os frequentadores que esperavam o pôr do sol nesta quinta-feira (8) do Parque da Cidade, em Niterói, para mandar uma mensagem de solidariedade aos franceses pela morte de 12 pessoas, entre elas vários cartunistas, no ataque terrorista à revista Charlie Hebdo, em Paris. Com cartazes e bandeiras da França e do Brasil, os ativistas convidaram quem estava no mirante a participar do ato.

"Viemos para cá certos de que teríamos a solidariedade do povo, porque esses terroristas conseguiram tocar na alma da humanidade, do mundo livre, democrático", disse o fundador da ONG, Antônio Carlos Costa, que teve a ideia, imprimiu os cartazes e reuniu sua equipe em três horas para não perder o pôr do sol.

Nos cartazes, estavam as frases como Rio est Charlie (O Rio é Charlie) e La liberté à genoux, jamais! (liberdade de joelhos jamais). O ato também teve 12 cruzes feitas de lápis , simbolizando cada uma das 12 vítimas do atentado. Quando o sol começou a se pôr, e a plateia estava preparada para os selfies, Antônio Carlos pediu a atenção de todos convidou a participar das fotos, que representariam "uma mensagem do Rio de Janeiro ao povo francês".

"Não vamos permitir retrocesso histórico porque uns malucos se recusam a viver em um mundo pluralista. Nós julgamos que é obrigação do mundo livre se levantar e protestar contra", disse. Segundo ele, a Europa passará por seu maior desafio moral desde a 2ª Guerra Mundial, pois será preciso combater o terrorismo sem responsabilizar os muçulmanos por atos de extremistas. "Não pode deixar esses loucos agirem impunemente, e, ao mesmo tempo, vai ter que separar o joio do trigo".

Pessoas de todas as idades que estavam no mirante aderiram ao ato de solidariedade, como o casal Rafael Faria e Viviane Quintela, ambos de 22 anos, que carregava o filho Davi, de 3 meses, em seu primeiro pôr do sol no Parque da Cidade. "Sabendo o que aconteceu, a gente sente e se comove. Uma vez que alguém fez isso lá, outros podem achar que têm o direito de fazer isso em outros lugares", disse Rafael.

O instrutor de parapente Ciro Gomes de Souza, de 48 anos, também quis pegar um dos cartazes para participar. Para ele, a resposta ao ataque deve ser pacífica. "Tem que levantar a bandeira da paz. A bandeira da França já diz tudo: liberdade, igualdade e fraternidade. Quando a gente tem um ato desse, que é tão violento, a gente não pode responder batendo de novo".

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