Briga entre gangues rivais impõe terror no Teresópolis

Só em dezembro, ocorreram dois toques de recolher; houve três vítimas de bala perdida; segundo moradores, motivação seria a disputa pelo controle do tráfico de drogas

iG Minas Gerais | DAYSE RESENDE |

Crimes foram em uma das principais vias do Terê
Alex Douglas
Crimes foram em uma das principais vias do Terê

A população do bairro Teresópolis tem vivido dias de intenso terror. É que, segundo informações de moradores da região, que pediram para não ser identificados, mesmo detidos no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim, líderes de gangues rivais estão em disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.

Ainda segundo denúncias, por causa da rivalidade, muitos que tentam assumir a área estariam sendo “exterminados”. Em menos de um mês, dois toques de recolher já foram impostos no Teresópolis. A última execução foi registrada pela Polícia Militar no domingo (4). A vítima foi Sebastião Lauro Faria Pinto, 39. Ele foi atingido com disparos de arma de fogo na cabeça. Populares teriam relatado a policiais que o autor do crime seria um homem conhecido como “Gefim Normal”. A motivação e a autoria do crime são desconhecidas.

Na segunda-feira (5) à tarde, algumas pessoas chegaram a afirmar que um novo toque de recolher havia sido imposto no bairro depois que um tiroteio na avenida Duque de Caxias teria deixado três feridos, todos eles, inocentes. A PM negou os fatos.

O familiar de uma das vítimas contou detalhes sobre o ocorrido. “Meu sogro estava indo ao açougue, quando foi atingido por um tiro no braço esquerdo. Outras duas pessoas, entre elas, uma criança de 14 anos, também foram baleadas. Pelo que ficamos sabendo, os tiros foram disparados por traficantes de gangues rivais. Policiais que faziam patrulhamento de rotina na hora acabaram revidando”, disse.

Já uma vendedora reclamou de que as vendas de fim de ano registraram um dos piores índices dos últimos tempos. “A reclamação é geral. Sabemos que a economia está em recessão em todo o país, no entanto, aqui, no Teresópolis, a situação se agravou devido à onda de violência. Somente em dezembro, foram dois toques de recolher. Lojistas tiveram que baixar as portas em um dos meses mais importantes para o comércio. Além disso, muitas pessoas, por medo, foram às compras em outras regiões da cidade”, disse.

Por causa da violência, moradores pedem reforço no policiamento. Eles alegam que é comum flagrar, durante o dia, traficantes armados andando pelas principais avenidas do bairro, como a Belo Horizonte e a Duque de Caxias.

A assessora de imprensa do 33° Batalhão, tenente Luiza Rocha, informou que o Teresópolis é uma área de Betim que tem atenção especial da corporação, devido ao alto índice de criminalidade. A militar informou, ainda, que a população pode e deve contribuir com a PM fazendo denúncias por meio do 181.

A delegada titular da Homicídios, Mônica Perpétua Carlos, informou que já solicitou levantamento sobre a área para tentar identificar a motivação dos últimos crimes.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave