Procuradoria eleitoral pede cassação de Pimentel e vice pela 2ª vez

Motivos são os mesmos alegados no primeiro pedido: desajustes nas contas da campanha eleitoral para o governo de Minas

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |


Pimenta da Veiga vai destacar que foi o criador do Propar em 1989
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Pimenta da Veiga vai destacar que foi o criador do Propar em 1989

A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas (PRE-MG) apresentou nesta quinta-feira (8) o segundo pedido de cassação do governador Fernando Pimentel (PT) e de seu vice, Antônio Andrade (PMDB), por irregularidades nas contas de campanha. O pedido ainda precisa ser analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). A campanha petista garantiu que cumpriu a legislação na prestação de contas.

Na representação, a procuradoria sustenta que Pimentel teria cometido diversas irregularidades, como ultrapassar o limite de gastos estipulado por seu partido em R$ 10,1 milhões, omitir despesas realizadas por outros candidatos que favoreceram a campanha do petista, emitir fora do prazo recibos eleitorais e deixar de registrar doações. Os argumentos foram os mesmos apresentados em dezembro pela PRE-MG e também entregues à Justiça Eleitoral, que ainda não se posicionou sobre o caso.

Uma das suspeitas apontada pela PRE-MG diz respeito à transferência de recursos feitas por Pimentel a seu Comitê Financeiro. “Ao invés de realizar os gastos diretamente, ele preferiu transferi-los ao comitê, correndo o risco de ultrapassar o limite de gastos”, aponta a procuradoria.

No total, o governador teria doado durante a campanha R$ 13,7 milhões para que o comitê arcasse com as despesas do petista. No entanto, mais da metade teria sido doada somente após o fim da eleições.

Transferências também foram feitas do comitê para o então candidato, no valor de R$ 24,1 milhões, o que, na análise da procuradoria, teria ocorrido de forma “atípica” por terem sido feitas após o período eleitoral. As falhas são classificadas como graves pela PRE-MG e teriam provocado um desequilíbrio na disputa eleitoral.

Em nota, a campanha petista reafirmou “o respeito à legislação eleitoral” e informou que as despesas “comprovadamente ficaram limitadas a R$ 41,1 milhões, sendo esta a realidade das contas da campanha.”

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