Cruzeiro justifica atraso em acerto com a Caixa e nega problema fiscal

Diretor comercial do clube diz que Raposa está em dia com toda a documentação necessária para fechar acordo com o banco

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Novo uniforme já vem com o patch de campeão brasileiro de 2014
DIVULGAÇÃO CRUZEIRO
Novo uniforme já vem com o patch de campeão brasileiro de 2014

A situação envolvendo Cruzeiro e Caixa Econômica Federal no que diz respeito ao patrocinador máster para 2015 se arrastará pelo menos até o início de fevereiro. A própria diretoria comercial do clube celeste confirma essa situação e comenta os motivos de o acordo não ter sido oficializado até o momento.

De acordo com o diretor comercial da Raposa, Robson Pires, uma possível mudança de comando na cúpula do banco federal atrasa o desfecho da negociação, que, ainda segundo o cartola, está bastante avançada.

“Estamos aguardando até o fim de janeiro, início de fevereiro, quando a Caixa vai definir se continuará ou não com investimentos no futebol. Essa é uma definição política do próprio banco, que deve mudar de diretoria pelas alterações no Governo Federal. O banco continuando com o interesse em investir no futebol, há o interesse de ambas as partes, Caixa e Cruzeiro, aí vamos marcar reuniões para dar continuidade ao que já está sendo conversado”, garantiu Pires.

Sobre um possível entrave por falta de certidões negativas de débito nos âmbitos municipal, estadual e federal, o Robson Pires explica que é praxe renovar todo o ano tais documentos.

“Praxe essa renovação das certidões. Toda vez que fazemos negociação de patrocínio com instituições públicas nos são exigidos uma série de documentos, dentre eles certidões negativas. Além de prestação de contas. Temos como coisas mais complexas, como explicar os investimentos que foram feitos com a verba recebida, provar os gastos. Por ser dinheiro público, existem premissas, condições que não existem em empresas particulares”, disse o diretor, que explicou a atual situação do Cruzeiro com o Fisco, que poderia ser um entrave para a demora no fechamento do acordo entre o clube e o banco público.

“Não é um entrave. O Cruzeiro estava com a situação fiscal em dia, regularizou no ano passado. Tinha feitos contratos de patrocínio com a Caixa para o atletismo. Durante vários anos o clube foi patrocinado pela Caixa e não teve qualquer problema”, afirmou.

 

Ainda de acordo com o diretor celeste, a Caixa é a primeira na lista do possível patrocinador principal do clube. Entretanto, caso não exista possibilidade de o acordo ser fechado por decisão do banco, outras instituições já manifestaram o interesse em estampar sua marca no uniforme azul estrelado.

“Já conversamos inúmeras vezes no ano passado e a Caixa é a primeira da lista. O Cruzeiro tem outras conversas com algumas empresas, conversas normais. Não podemos divulgar o nome, pois não existe negociação avançada”, explicou.