"Bombas" da avenida dos Bandeirantes são desarmadas pela prefeitura

Depois de serem transformadas em uma homenagem a liberdade de expressão, bolas de concretos são repintadas com a cor original

iG Minas Gerais | FELIPE CASTANHEIRA |

Bolas de concreto foram pintadas como bombas e depois receberam pares de lápis em homenagem a liberdade de expressão.
Divulgação / Giovanna Penido
Bolas de concreto foram pintadas como bombas e depois receberam pares de lápis em homenagem a liberdade de expressão.

Um dia depois de ganhar destaque em Belo Horizonte, as "bombas" montadas usando as bolas de concreto da avenida dos Bandeirantes, foram desmontadas pela prefeitura de Belo Horizonte. Justamente depois que pares de lápis foram colocados na intervenção, como uma referência aos desenhistas mortos no atentado em Paris. A remoção  incomodou a designer e consultora de moda Giovanna Penido, co-autora da intervenção urbana, junto com os amigos Sidney Haddad e Sandro Souza.  "Calou tudo. Calou com a burrice de quem fez isso, que não teve discernimento sobre o que era representado", avalia a artista.

Ela conta que a fabricação das "bombas" teve início no dia 6 de janeiro e foi concluída na madrugada do dia 7, antes do atentado realizado em Paris. Mas acabou se tornando uma homenagem a liberdade de expressão, explorando o antagonismo da imagem de uma arma de aparência "divertida" junto ao material de desenho.

No site do Tempo, alguns leitores questionaram o que foi feito nas bolas de concreto, que servem para proteger uma área de caminhada ao lado da avenida. Eles reclamam que a cor impedia a visibilidade durante a noite.

Diante das  crítica, a co-autora da intervenção explica que aceita este tipo de avaliação, já que ao fazer esta forma de arte tem que estar aberta ao julgamento de todos.

Já a funcionária de uma empresa que fica próxima ao local aprovou a intervenção. "Achei interessante, uma ideia legal. Achei realmente uma arte. Disseram até que tinha alguma coisa a ver com o atentado, mas acho que não tem nada disso", relata. Segundo ela, a obra foi desfeita pela prefeitura.

Durante o pouco tempo em que estiveram expostas, as "bombas" chamaram bastante atenção e também foram usadas por quem passava pelo local como um ponto para se fazer selfies.

A prefeitura justificou a restauração do local com a necessidade de retornar os objetos a cor original.

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