Reajuste do 1° escalão já é alvo de embate

O tucano João Leite rebateu o argumento e disse que Pimentel, quando foi ministro do Desenvolvimento, ganhava por integrar dois conselhos, o do BNDES e o do BNDESPar

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

A proposta de aumento do salário dos secretários e do próprio governador pretendida por Fernando Pimentel (PT) vai chegar em fevereiro à Assembleia e já é um dos centros do embate entre base e oposição. Segundo o deputado Durval Angelo (PT), a intenção é corrigir os salários e “acabar com a hipocrisia” de o primeiro escalão ocupar cadeiras em conselhos de estatais para “complementar o salário”. A prática é comum em todo o país.  

“Hoje, se permite o subterfúgio de o governo pagar gratificações, ou, o mais grave, incluir secretários para atuar em conselhos só para ter uma suplementação salarial”, criticou. Hoje, um secretário ganha R$ 10 mil, e o governador, R$ 10,5 mil.

O tucano João Leite rebateu o argumento e disse que Pimentel, quando foi ministro do Desenvolvimento, ganhava por integrar dois conselhos, o do BNDES e o do BNDESPar. “É uma contradição. O governador já foi o rei dos jetons”, disse o tucano, lembrando que está parado na Casa o projeto de aumento de 4,62% para os servidores. 

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