Acertos e erros; ninguém escapa!

iG Minas Gerais |

Nestes tempos de pré-temporada futebolística, o assunto preferido de quem gosta de futebol é sobre as contratações e dispensas do clube do coração e dos principais rivais, entre jogadores, comissões técnicas e até dirigentes. Os mais apaixonados têm certeza de que os contratados do seu time vão arrebentar e que os que foram embora não farão falta. Já, do lado de lá, será o inverso. Jornalistas são, naturalmente, cobrados a opinar, e, nesse emaranhado, prevalecem chutes e nenhuma certeza, já que o futebol é uma ciência absolutamente inexata. De tanto quebrar a cara, em décadas de profissão, de uns anos para cá não me arrisco, apenas aguardo a bola rolar para ver se o fulano de tal foi uma boa aquisição ou apenas mais um contratado ou enganador; se o treinador beltrano vai dar certo ou não e se o cartola tal faz ou fazia diferença. Nenhum profissional, por melhor que seja, de dentro ou fora das quatro linhas, está imune a erros. E a recíproca é verdadeira: aquele tido como acabado, enganador ou fracassado costuma dar a volta por cima e calar a boca de todos os que apostaram contra. Lembro-me dos casos mais recentes em Minas. Final feliz Os de final feliz: Alex 10, em seu retorno ao Cruzeiro, quando foi bancado por Vanderlei Luxemburgo, em 2002. Ronaldinho Gaúcho, escorraçado do Flamengo e acolhido pelo Atlético em 2012. Marcelo Oliveira, vítima de todo tipo de ataque quando teve o nome anunciado pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares. O próprio Dr. Gilvan, tachado por grande parte dos cruzeirenses como “testa de ferro de Zezé Perrella”, quando foi eleito presidente. Cuca foi um sucesso no Atlético, “recém-saído” do Cruzeiro, imediatamente contratado em momento de desespero, pelo presidente mais polêmico da história do Galo, Alexandre Kalil. O mesmo, chamado de louco e “radical”, pacificou a conturbada política interna do clube e o conduziu à conquista mais importante.

América O América apostou e se deu bem com Moacir Junior, que, infelizmente, foi dragado pela incompetência administrativa que o deixou escalar um jogador irregular. Mas o Coelho foi bem demais ao acertar na volta de Givanildo, tão contestado por grande parte da torcida, no momento certo. Fracassos Por outro lado, alguns fracassos retumbantes: Emerson Leão e Vanderlei Luxemburgo, aprovados por quase 100% da imprensa e torcida nos dois primeiros anos de Kalil; Diego Souza, na época do Palmeiras, eleito pela imprensa nacional o melhor jogador do país, contratado pelo Atlético já na era Kalil. André “Bebezão” ou beberrão, sei lá; Paulo Autuori foi o maior erro da “Era Kalil”, contratado sob a desaprovação de quase 100% da torcida e imprensa. Porém, indicado por um profissional da prateleira de cima, respeitado por 100% do futebol brasileiro: Carlinhos Neves, o preparador físico que fez o time do Atlético “voar”, e, graças a essa excelente condição física, garantiu vitórias e empates inacreditáveis.

Mídia Na mídia? Todos erramos muito, feio, mas temos a oportunidade de nos redimir. Sou seguidor da teoria do saudoso governador Leonel de Moura Brizola: “Mudar de opinião faz parte dos direitos humanos”. Quando entendo que errei, peço desculpas e tento consertar. Meu grave erro, mais recente, foi no Troféu Guará, e quem me convenceu, com argumentos incontestáveis, foi o João Chiabi Duarte, uma das pessoas mais sensatas e cruzeirenses que conheço, num papo em Vitória, num dos últimos dias de dezembro de 2014: ao longo da temporada, Henrique e Ricardo Goulart mereceram mais o voto que Dátolo e Luan, que foram bem nos últimos meses do ano. Quanto ao melhor treinador, continuei com a opinião quanto a Levir Culpi: trocou pneus com o carro em movimento, raridade, enquanto Marcelo Oliveira deu continuidade ao excelente trabalho de 2013, quando votei nele para melhor do ano. E vida que segue! Assim é o futebol; assim é a vida!

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