Atividade solar interfere na expectativa de vida

Estudo diz ainda que fertilidade das mulheres também pode ser afetada

iG Minas Gerais |

Outros fatores. A radiação ultravioleta também é um fator com impacto nas capacidades reprodutivas e causa danos celulares
NASA/DIVULGAÇÃO - 5.1.2013
Outros fatores. A radiação ultravioleta também é um fator com impacto nas capacidades reprodutivas e causa danos celulares

Paris, França. Um estudo incomum publicado ontem por pesquisadores noruegueses afirma que as pessoas nascidas em períodos de calmaria solar vivem mais que os nascidos durante atividade solar intensa. Os indivíduos nascidos durante os períodos agitados do Sol, marcados por poderosas deflagrações e tempestades geomagnéticas, têm uma expectativa de vida menor, afirma o estudo.

Os pesquisadores compararam dados demográficos de noruegueses nascidos entre 1676 e 1878 com observações astronômicas do Sol e concluíram que “a atividade solar durante o nascimento reduz a probabilidade de sobrevivência na idade adulta” e, dessa forma, a expectativa média de vida.

O estudo, publicado no jornal “Proceedings of the Royal Society B”, afirma que, “em média, a expectativa de vida de indivíduos nascidos durante os períodos de atividade solar máxima têm 5,2 anos a menos em relação à dos nascidos durante períodos de atividade solar mínima”.

Ciclo solar. O Sol tem ciclos que duram cerca de 11 anos entre um período de maior atividade – o “máximo solar” – e o seguinte, mas há exceções notáveis.

Os máximos solares se caracterizam pelo incremento nas manchas solares, deflagrações e ejeções de massa.

A atividade solar também está relacionada aos níveis de radiação ultravioleta, um fator com impacto comprovado nas capacidades reprodutivas e que causa danos celulares, inclusive no DNA, recorda o estudo.

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