O desejo de um capricorniano

iG Minas Gerais |

Hélvio
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Sou capricorniano. Nasci às 22h30 do dia 4 de janeiro de 1980. Por isso, aprendi a lidar com o fim e o início dos anos de forma diferente de muitos por aí. Desde pequeno, me preparei para receber o Ano-Novo e, imediatamente depois, comemorar o meu aniversário. E, como bom capricorniano, tenho características estáveis, seguras e calmas, que me ajudam a cumprir esse papel. Com disciplina, fui crescendo e me acostumando com essa prática festiva. Cinco, quatro, três, dois, um... Êêêê! Feliz Ano-Nooooooovo! Ok, próxima pauta: feliz aniversário!!!

Dentro desse fluxo de bons sentimentos, aprendi também que aquele desejo de fim de ano feito por você, de outro signo e que faz aniversário longe das festas de Natal e réveillon, pode e deve se repetir no seu aniversário. Já eu tenho essa sensação em dobro de uma vez só. E não tem como fugir disso. O gostinho da renovação, as promessas de mudanças, a fé de que tudo vai dar certo, o sentimento de busca de mais amor, mais carinho, mais estabilidade, mais evolução... Você vence um ciclo, passa para uma nova fase. E essa passagem de nível da vida é uma das sensações mais necessárias para termos forças e conseguirmos seguir. Você pode até achar uma bobeira, mas arruma um tempinho só seu na virada para pular as sete ondas, come lentilhas e uvas pra dar sorte, se veste todinho de branco como manda a regra do réveillon, tudo para assistir à queima de fogos, encher o peito de amor e distribuí-lo para quem mais ama. Já no aniversário, você também pode até achar outra besteira – ainda mais quando vai ficando mais velho –, mas aceita um bolo cheio de velas pra soprar, canta “parabéns” junto das pessoas queridas, gosta de ser o centro das atenções, até porque, nesse dia, você é verdadeiramente o ponto mais importante que alguém possa focar.

São duas datas que te fazem pensar, te forçam a evoluir, te ajudam a subir os degraus da experiência e a respirar os ares de uma nova rotina: um Ano-Novo que se inicia e em que você pode recomeçar. E o capricorniano nessa história toda? Ele já mata no peito o desejo duplo de um ciclo de felicidade, toca pra frente as boas vibrações das duas datas, dribla aquele difícil cenário de pós-festas de fim de ano, chega à área da oportunidade de mudanças e marca um golaço de amor, daqueles que, se fosse basquete, valeriam três pontos, avançando – e muito – no placar da vida.

Temos muitas chances de mudar, mas as que vêm camufladas como virada do ano e aniversário são surpreendentes, inevitáveis, imprescindíveis. O capricorniano aqui escreve esta coluna no finalzinho do dia 4 de janeiro, após ter um domingo especialíssimo recebendo o carinho da família e as ligações e mensagens de texto de amigos queridos de tudo quanto é canto. Não há felicidade maior. Não tem como não se vestir de animação e se embebedar da mais pura energia, tudo novo para mais um ano de glória. Eu me acostumei a fazer tudo isso de uma só vez, meus colegas de capricórnio também, e você de outro signo? Não desperdice a chance de de ter esperança duplamente e agradeça a Deus, pois eu estou agradecendo em dobro. É tempo de inspirar paz e expirar amor. Como diriam aqueles versos de fim de ano, “para você, desejo o sonho realizado, o amor esperado, a esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida, todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar”. Feliz Ano-Novo!

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