Monteiro critica custos para investir e exportar

O novo ministro ficou muito emocionado e chorou no início do discurso em cerimônia de transmissão de cargo, no auditório do Banco Central

iG Minas Gerais |

Armando Monteiro recebeu o cargo do antecessor Mauro Borges
FÁBIO RODRIGUES/AGÊNCIA BRASIL
Armando Monteiro recebeu o cargo do antecessor Mauro Borges

Brasília. O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, iniciou seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo criticando o chamado custo Brasil. Ele comentou que a democracia consolidou-se nos últimos anos, que houve redução das desigualdades sociais, que o país foi capaz de manter uma taxa baixa de desemprego e que as políticas sociais são referência mundial. “Mas o Brasil ainda tem elevados custos, com sistema tributário complexo, que onera investimentos e exportações”, contrapôs.

Monteiro Neto disse também que o país possui deficiência de capital humano e de infraestrutura. “Tudo isso desestimula os investimento nas atividades produtivas, reduz a produtividade e nos torna menos produtivos”, citou. A ausência de marcos legais, segundo ele, também torna o país menos competitivo e desestimulado. Apesar desse tom crítico, o ministro salientou os progressos vistos por conta das atividades desenvolvidas no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele mencionou, por exemplo, o Plano Brasil Maior - para a mitigação dessas insuficiências –, desoneração da folha pagamento, Plano de Sustentação dos Investimentos (PSI), agência brasileira de fundos garantidores e ampliação dos limites de enquadramento.

Além disso, ele citou o Pronatec, a abertura de escolas técnicas e o maior acesso ao ensino superior. O novo ministro ficou muito emocionado e chorou no início do discurso em cerimônia de transmissão de cargo, no auditório do Banco Central. Ele falou sobre a ausência do pai, que não foi ao evento por razões de saúde.

Acordos Outros países. Monteiro disse que o Mercosul é um ativo do qual o Brasil não pode abrir mão, mas anunciou a intenção de avançar em outros acordos comerciais para aumentar as exportações.

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