Estatal diz que agiu dentro da legalidade

A companhia disse que não houve irregularidade no endereço da SPE como o mesmo do escritório da Domínio, já que o presidente era Antônio de Azeredo

iG Minas Gerais |

São Paulo. A Petrobras negou que a Transportadora Gasene, criada em 2005 como Sociedade de Propósito Específico (SPE), seja uma “empresa de fachada” e informou que se trata de uma integrante de modelo de negócio mundialmente utilizado, de project finance. Em um comunicado de resposta à denúncia publicada nesta quarta pelo jornal “O Globo”, a estatal acrescentou que a existência da Gasene sempre foi informada nos balanços da Petrobras.  

A nota explica ainda que o modelo de negócio constitui em uma empresa com objetivo específico de captar recursos para implantação de um projeto e de individualizar custos, receitas e resultados.

No comunicado, a Petrobras informou que o Santander foi contratado como estruturador do projeto e foi criada a PB Bridge Trust 2005, com sede em Nova York, para ser sócia da Gasene Participações Ltda, com 99,99%. “Trata-se de uma figura jurídica existente na legislação americana que tem por finalidade gerir um conjunto de bens”.

O outro 0,01% era detido por Antonio Carlos Pinto de Azeredo, sócio e administrador da Domínio Assessores, que prestou serviços de contabilidade e administração tributária para a Transportadora Gasene.

A companhia disse que não houve irregularidade no endereço da SPE como o mesmo do escritório da Domínio, já que o presidente era Antônio de Azeredo. “Não se trata de laranja ou empresa de fachada. Muito pelo contrário, pois tudo estava de acordo com o que prevê a lei das sociedades anônimas”, esclareceu a empresa.

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