Banco do Brasil mantém parceria com a Confederação Brasileira de Vôlei

BB irá retomar o fluxo de pagamentos à CBV, que irá atender às exigências feitas pela Controladoria Geral da União (CGU)

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Seleção brasileira busca o título que não conquista desde 2010
FIVB/Divulgação
Seleção brasileira busca o título que não conquista desde 2010

A relação entre o Banco do Brasil (BB) e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) estava perto do fim, após a confirmação do Dossiê Vôlei, feito pelo jornalista Lúcio de Castro, da ESPN. O BB chegou a suspender as verbas à entidade, por conta das falcatruas cometidas na era Ary Graça. No entanto, as duas partes se entenderam e a parceria irá continuar.

A CBV irá atender às exigências feitas pela Controladoria Geral da União (CGU) para que não haja novas irregularidades. Com isto, o Banco do Brasil voltou atrás em sua decisão.

“O Banco do Brasil recebeu comunicado da CBV com a confirmação de que todas as recomendações apontadas pela CGU e outras medidas solicitadas pelo BB serão implementadas pela Confederação. As ações acordadas, e seus prazos de implantação, deverão constar em aditivo ao contrato de patrocínio, atualmente em elaboração pelos serviços jurídicos do Banco do Brasil e da CBV. O BB retomará o fluxo normal de pagamentos somente após a assinatura do aditivo”, informou o BB, por meio de sua assessoria.

A assinatura do aditivo ainda não foi feita. A CBV também foi procurada para falar a respeito e informou, por meio de sua assessoria, que, por enquanto, não há novidades a respeito do assunto. A entidade do voleibol brasileiro avisou ainda que soltará uma nota se existir alguma confirmação.

Dentre as medidas sugeridas pela CGU a serem atendidas pela a CBV, estão auditoria externa, regulamento de contratações e vetos de empresas suspeitas.

Entenda o caso. Depois que a CGU confirmou o Dossiê Vôlei, que analisa de forma detalhada as falcatruas feitas pela CBV na gestão Ary Graça, o Banco do Brasil suspendeu os pagamentos à entidade maior do voleibol.

Foram confirmadas irregularidades de R$ 30 milhões em 13 contratos da CBV.

A Confederação Brasileira de Voleibol usou a verba do Banco do Brasil para para fazer pagamentos à empresas ligadas à dirigentes e ex-dirigentes da entidade esportiva.

Premiações que deveriam ser transferidas para jogadores e membros da comissão técnica da seleção brasileira acabaram sendo desviadas.

Revolta. Por conta das irregularidades da CBV, vários atletas e treinadores, tanto da Superliga masculina, quanto da feminina, além de ex-jogadores, manifestaram revolta contra à instituição.

Muitos atletas deixaram claro sua indignação através das redes sociais. E não parou por aí. Algumas atitudes foram tomadas dentro das quadras, como na partida entre Sesi-SP e Sada Cruzeiro, na qual os jogadores usaram narizes de palhaço antes do jogo.

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