Otan chama de "ato bárbaro" ataque a jornal francês

Doze pessoas, entre cartunistas, policiais e outros funcionários da publicação, foram mortos por homens armados que invadiram a redação

iG Minas Gerais | AGÊNCIA BRASIL |

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, diz que ataque ao jornal francês Charlie Hebdo foi um
Yoan Valat/Agência Lusa/direitos reservados
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, diz que ataque ao jornal francês Charlie Hebdo foi um "ato bárbaro

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, condenou o atentado contra a redação do jornal Charlie Hebdo. Doze pessoas, entre cartunistas, policiais e outros funcionários da publicação, foram mortos por homens armados que invadiram a redação, em Paris, por volta das 11h30 (8h30 em Brasília).

“Condeno veementemente o ataque terrorista no escritório da revista Charlie Hebdo”, declarou Stoltenberg em um comunicado divulgado pela Otan. O secretário-geral qualificou o atentado de “um ato bárbaro” e um “ataque ultrajante à liberdade de imprensa”.

Stoltenberg afirmou que todos os países-membros da organização continuarão atuando conjuntamente contra o terrorismo. “Terrorismo em todas as suas formas e manifestações, que não pode ser tolerado ou justificado”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também condenou o ataque “brutal e desumano” contra o jornal, classificando-o como “ato intolerável”. “Estou profundamente chocado com o ataque brutal e desumano perpetrado contra as instalações do Charlie Hebdo”, disse Juncker, num comunicado divulgado em Bruxelas.

Ele ressaltou que o atentado terrorista foi "uma barbárie". Juncker enviou condolências às famílias das vítimas e manifestou solidariedade aos franceses.

Até o momento, nenhuma organização assumiu a autoria do atentado, que já é apontado por alguns veículos de imprensa franceses como um dos mais graves de toda a história do país. Mais cedo, o presidente francês, François Hollande, declarou que o país vive “um momento extremamente difícil”. O gabinete do primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou que elevou o nível de alerta na região de Paris para o máximo, designado “alerta de atentado”.

Alvo de constantes ameaças e de ataques devido a críticas satíricas – como as charges de Maomé, publicadas em 2006 –, o Charlie Hebdo contava com proteção policial especial. Em 2011, a redação do jornal já tinha sido atacada com coquetéis-molotov.

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