Após ataque, aeroportos, escolas e jornais recebem policiamento

França está em estado de alerta e o ataque terrorista foi confirmado pelo presidente francês; população está apreensiva

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ainda não se sabe se o editor do jornal satírico  "Charlie Hebdo" está entre os mortos ou entre os feridos, após o ataque terrorista na sede do jornal na manhã desta quarta-feira (7) em Paris, na França. Portais franceses se contradizem quanto a essa informação.

O presidente francês François Hollande confirmou em pronunciamento em rede nacional que se trata de um ataque terrorista e que a França não deve baixar a guarda neste momento.

Conforme informações de uma rádio francesa, o ataque aconteceu durante uma reunião de pauta da publicação. Muitos jornalistas que estavam nesta reunião foram mortos, entre eles, quatro chargistas, e outros ficaram feridos. Além disso, dois policiais também foram mortos. Eles faziam a segurança do jornal, que já foi alvo de ataques em outras ocasiões, e por isso mantinha um contingente policial em sua sede.

Segundo a brasileira Maria Helena Rossi, que mora na capital francesa, a situação é de desespero. "Eu estava aqui fazendo o almoço e ouvindo a rádio, quando tomamos conhecimento do ocorrido. É assustador, principalmente porque o 11º bairro de Paris, onde fica o jornal, é um bairro bem tranquilo, familiar. O presidente da república acabou de fazer uma declaração de que a França está em estado de alerta", contou.

Isso significa que outros jornais do país, assim como aeroportos e escolas, receberão policiamento imediato para reforçar a segurança e evitar novos ataques.

Em seu pronunciamento, Hollande disse que neste momento todos tem que estar unidos, e que não devem baixar a guarda nem ceder "diante dessa ameaça à democracia".

Como foi

Conforme informações da mídia francesa, o ataque foi feito por duas ou três pessoas encapuzadas, que chegaram a sede do jornal em um carro preto e estavam armados com rifles AK-47 e também com bombas que não foram utilizadas. Eles atiraram nos jornalistas presentes na reunião e em policiais que faziam a segurança do local, e gritaram coisas como "vingamos o profeta" e "Alá é o maior" .

Após o ataque, eles fugiram no carro e abandonaram o veículo em um bairro de periferia em Paris, o Port de Pantin, e utilizaram outro carro para continuar a fuga. Essas informações foram divulgadas pela mídia francesa com base em depoimentos policiais e de testemunhas. Ainda não se sabe o paradeiro dos terroristas, nem em qual veículo eles estão.

Investigações

Segundo uma jornalista do "le Monde", todas as testemunhas estão sendo interrogadas pela polícia em um pequeno teatro perto da sede da "Charlie Hebdo". Eles recebem ajuda psicológica.  

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