Proteção para finanças pessoais

Teixeira explica que o Imposto de Renda que incide nos títulos do Tesouro Direto depende do prazo do investimento

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Em um período marcado por inflação e juros altos, mais do que nunca, é preciso proteger os recursos financeiros pessoais ou da família para que eles não sejam corroídos, observa o professor de finanças da Universidade Fumec Leonardo Teixeira. “É preciso quebrar o paradigma da poupança. Afinal, há várias outras opções de investimento. Só que é preciso analisar qual o melhor, de acordo com o perfil da pessoa”, diz.  

Ele ressalta que hoje o rendimento da poupança está um pouco acima da inflação. Em 2014, foi o investimento de renda fixa menos rentável. A aplicação rendeu 6,43%, enquanto que a estimativa da inflação para o ano, conforme o boletim Focus divulgado anteontem, está em 6,39%para 2014.

Há diversas maneiras de aplicar em renda fixa. Pode ser diretamente em títulos de renda fixa, compra de debêntures (títulos de empresas com capital aberto para obter recursos para suas atividades ou dívidas), Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras do Tesouro Nacional (LTNs), que é um título público.

Teixeira explica que o Imposto de Renda que incide nos títulos do Tesouro Direto depende do prazo do investimento. “No caso de dois anos, a alíquota é mínima. Logo, em termos tributários, e recomendável”, diz.

Com juros, por exemplo, de 11,25% ao ano, a vantagem é ampla para os fundos que têm taxas de administração de até 1,5%, segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Com a taxa de administração em 2%, eles só mantêm o ganho maior quando o prazo de resgate das aplicações supera um ano. 

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