Consenso é que melhor investimento será a renda fixa

Especialistas alertam que carteira de ações não será variada

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Diferente de todo o início de ano quando as corretoras divulgam aos clientes carteiras recomendadas de ações, em 2015 existe um consenso entre os especialistas de que o melhor investimento do ano será a renda fixa. “Os produtos de renda fixa serão uma boa opção”, diz o professor de finanças do Ibmec-MG, Ricardo Fonseca Couto.

Para os especialistas, há boas oportunidades não só da renda fixa pós-fixada, em razão da perspectiva de alta do juro básico da economia (taxa Selic) nos próximos meses, mas também nas aplicações prefixadas e de inflação.

“A renda fixa se torna uma alternativa interessante tanto por questões negativas que andam minando a renda variável como pela questão dos juros”, observa o analista da corretora Coinvalores, Bruno Piagentini.

Só que antes de investir é preciso analisar o tempo da aplicação e o risco, recomenda o professor de finanças da Fumec Leonardo Teixeira. “Afinal, há diversos tipos de produto. Também é importante verificar a taxa de administração cobrada”, observa.

No curto prazo, até seis meses, a Selic deve avançar, o que torna aplicações em papéis pós-fixados mais interessantes. Atualmente, o juro básico está em11,75% ao ano. E a previsão para 2015, conforme o boletim Focus divulgado nessa segunda, é de 12,50%.

Melhores do ano. Os títulos públicos indexados à inflação, as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) foram as aplicações mais rentáveis de 2014.

Recomendações

- Títulos indexados à inflação negociados no Tesouro Direto: pagam um juro prefixado (atualmente na faixa de 6% ao ano) mais variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou seja a inflação oficial, é uma boa opção, já que o IPCA deve se manter ainda elevado em 2015.

- No curto prazo, a Letra Financeira do Tesouro (LFT), do Tesouro Direto, e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são boas opções: acompanham a variação da Selic. E por um período maior do que seis meses, títulos prefixados e de inflação são boas opções.

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