Tendência petista reclama de falta de espaço no governo

Na escolha dos secretários, Pimentel tomou caminho oposto ao da presidente Dilma Rousseff, que colocou Pepe Vargas no comando das Relações Institucionais e Miguel Rossetto na Secretaria Geral da Presidência

iG Minas Gerais |

A Democracia Socialista (DS), corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda ressente-se de ter obtido pouco espaço na montagem do governo Fernando Pimentel. É que, na hora de definir o time, o governador acabou privilegiando a majoritária tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) e deixou de lado o grupo, que defende ideias marxistas, mais à esquerda do que o CNB. Na avaliação de Pimentel, Helvécio Magalhães, titular da Secretaria de Planejamento e Gestão, representa a tendência. Mas a Democracia Socialista discorda e afirma que ele deve ser considerado parte da cota pessoal do governador. Fausto Pereira dos Santos, secretário de Saúde, já pertenceu ao grupo, mas hoje é considerado independente no partido. Segundo um dos petistas ouvidos pelo Aparte, “há de fato gente chateada”, mas “faz parte da política, governo é assim”. Declarações mais fortes não serão feitas para não melindrar o governador, gerando qualquer desestabilização em Minas. Na escolha dos secretários, Pimentel tomou caminho oposto ao da presidente Dilma Rousseff, que colocou Pepe Vargas no comando das Relações Institucionais e Miguel Rossetto na Secretaria Geral da Presidência. Ambos são expoentes da Democracia Socialista. Em Minas, fazem parte do grupo, por exemplo, a deputada federal Margarida Salomão, o prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, o deputado estadual eleito Jean Freire e representantes de setores da juventude do partido. Além da DS, ficaram de fora do primeiro escalão a corrente Militância Socialista e a Esquerda Popular Socialista.

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