Candidato ao comando da Fifa defende futebol feminino na Ásia

Em 2012, o príncipe Ali Hussein liderou uma campanha para acabar com a proibição do uso do véu em jogos oficiais

iG Minas Gerais | AFP |

Al Hussein (dir) fez duras críticas à gestão atual da Fifa e defende mudanças
Twitter/Reprodução
Al Hussein (dir) fez duras críticas à gestão atual da Fifa e defende mudanças

O príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein, que anunciou nesta terça-feira sua candidatura à presidência da Fifa, atuou muito no desenvolvimento do futebol na Ásia, dando uma atenção especial ao futebol feminino e às categorias de base.

Aos 39 anos, o meio irmão do rei Abdullah II vai bater de frente com ninguém menos que Joseph Blatter, de 78, que está no cargo desde 1998 e busca um quinto mandato à frente da entidade.

O jordaniano, porém, é conhecido no meio como um homem humilde, calmo e muito afável.

Vice-presidente da Fifa representando a Ásia e membro do Comitê Executivo da Confederação Asiática de Futebol (CAF), ele dirige desde 1999 a Federação jordaniana.

Ao anunciar a candidatura, o príncipe Ali deixou claro que pretendia melhorar a imagem da Fifa, manchada por várias suspeitas de corrupção.

O futebol mundial "merece uma governança de classe mundial", disparou. A Fifa deve ser "uma organização de serviço e um modelo de ética, transparência e boa governança", acrescentou, numa crítica velada a Blatter.

"As manchetes precisam focar no futebol, e não na Fifa. A Fifa existe para servir a um esporte que une, ao redor do mundo, pessoas que pertencem a diversas categorias sociais, políticas e religiosas", completou.

Em 2012, o príncipe criou um projeto de desenvolvimento do futebol asiático (AFDP), dando ênfase à valorização das mulheres no esporte. Ele liderou com sucesso uma campanha para acabar com a proibição do uso do véu em jogos oficiais.  

Leia tudo sobre: ali bin al husseinfifacandidatoprincipe da jordania