Trabalhadores da Volks fazem greve contra 800 demissões em São Paulo

Funcionários receberam carta orientando-os a procurarem o setor de RH nesta terça-feira (6), após voltarem de férias coletivas

iG Minas Gerais | Folhapress |

Funcionários da Volkswagen de São Bernardo, no ABC Paulista, decidiram em assembleia realizada nesta terça-feira (6) iniciar uma paralisação interna contra as 800 demissões anunciadas na Unidade Anchieta. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a estratégia é entrar na empresa, mas permanecer parado, sem trabalhar.

Segundo o sindicato, funcionários receberam uma carta que os orientava a procurar o setor de RH (Recursos Humanos) nesta terça-feira (6), após voltarem de férias coletivas iniciadas em dezembro.

A montadora confirmou, em nota, as demissões. De acordo com a empresa, "visando estabelecer condições para um futuro sólido e sustentável para a Unidade Anchieta, tendo como base o cenário de mercado e os desafios de competitividade, a Volkswagen do Brasil anuncia que haverá o desligamento de 800 empregados em sua fábrica no ABC Paulista, após período de licença remunerada de 30 dias".

Na assembleia desta terça-feira (6), os trabalhadores foram instruídos pelo sindicato a não procurar o RH, como orientados na carta, e a participar da greve interna juntamente com os demais funcionários.

O sindicato fará nova assembleia à tarde com quem trabalha no segundo turno. Pelos cálculos da entidade, a empresa hoje emprega 15 mil funcionários.

Negociação

No início de dezembro, os trabalhadores da unidade Anchieta rejeitaram a proposta elaborada pela montadora em parceria com o sindicato. O plano incluía o pagamento de um abono salarial em troca do congelamento dos salários em 2015 e 2016 e um plano de demissão voluntária para reduzir 2,1 mil vagas.

Sobre as negociações, a empresa disse que "buscou ainda uma alternativa junto ao Sindicato, realizando um longo processo de negociação para a composição de uma proposta que permitisse a adequação necessária da estrutura de custos e efetivo da unidade".

Apesar de lamentar a rejeição da proposta, a montadora diz que segue "urgente" a necessidade de adequar a mão de obra e otimizar"os custos para melhorar a competitividade da unidade, motivo pelo qual, diz a Volks, ocorreram as demissões.

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