Menina de 14 anos dá à luz e joga filho em lixo de casa em Araguari

Recém-nascido foi encontrado morto enrolado em uma toalha; família da adolescente disse à polícia que não sabia da gravidez

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

A Polícia Civil de Araguari, no Triângulo Mineiro, investiga um caso de infanticídio depois que um recém-nascido foi encontrado morto dentro de uma sacola de lixo no último domingo (4). A mãe da criança, uma adolescente de 14 anos, teria sido a responsável por abandonar o bebê.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o corpo do menino foi encontrado por uma catadora de materiais recicláveis. A mulher pegou um lixo na porta de um imóvel a na rua Bela Vista, no bairro Amorim, e foi para a casa.

No momento em que mexia nos resíduos, ela encontrou o bebê dentro de uma das sacolas. Ele estava enrolado em uma toalha e não apresentava mais sinais vitais. A catadora retornou à residência em que pegou o lixo e perguntou se havia alguma mulher grávida na casa.

A mãe da adolescente afirmou que não tinha conhecimento de nenhuma gravidez e acionou a polícia. Com a chegada dos militares, a menor confessou o crime. Ela contou aos policiais que começou a passar mal e foi para o banheiro. Lá, a garota entrou em trabalho de parto e o bebê nasceu.

Na versão dela, o filho estava roxo e não se movimentava. A adolescente colocou a criança debaixo do chuveiro e, em seguida, a enrolou em uma toalha e jogou no cesto de lixo do banheiro. Após a confissão, a suspeito foi encaminhado ao Pronto Socorro Municipal, onde foi medicada. Logo depois, ela e a mãe foram levadas para a delegacia.

A reportagem de O TEMPO, através da assessoria de imprensa da Polícia Civil, tentou contato com o delegado que recebeu o caso, mas ele está de folga e não foi localizado para comentar o caso.

Suspeita disse para mãe que estava com cólicas

No momento em que começou a passar mal, a adolescente estava na sala de casa com a mãe assistindo a TV. A menor sentiu dores na barriga e, ao ser questionada, disse para a mãe que estava apenas com cólicas.

Para os militares, a avó do recém-nascido disse que ninguém da família sabia da gravidez da jovem. O pai do menino não foi localizado pela polícia.

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