Após batida, circulação de trens volta ao normal no Rio

De acordo com a Supervia, concessionária do transporte ferroviário, a circulação do ramal Japeri foi normalizada às 7h; ao menos 140 pessoas ficaram feridas

iG Minas Gerais | Folhapress e Agência Brasil |

RJ - ACIDENTE-TRENS-MESQUITA-FERIDOS - GERAL - Acidente entre dois trens no ramal Japeri da Supervia deixa cerca de 40 feridos em Mesquita (RJ), nesta segunda-feira (05). Segundo a concessionária, uma composição bateu na traseira de outra que estava parada na altura da estação Juscelino, na Baixada Fluminense. 05/01/2015 - Foto: DOUGLAS VIANA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
RJ - ACIDENTE-TRENS-MESQUITA-FERIDOS - GERAL - Acidente entre dois trens no ramal Japeri da Supervia deixa cerca de 40 feridos em Mesquita (RJ), nesta segunda-feira (05). Segundo a concessionária, uma composição bateu na traseira de outra que estava parada na altura da estação Juscelino, na Baixada Fluminense. 05/01/2015 - Foto: DOUGLAS VIANA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após batida envolvendo dois trens na noite desta segunda-feira (5), a circulação das composições voltou ao normal na manhã desta terça-feira (6) na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Supervia, concessionária do transporte ferroviário, a circulação do ramal Japeri foi normalizada às 7h. A concessionária informou que vai criar nesta terça (6) uma comissão de sindicância, com a participação da agência reguladora, para apurar as causas do acidente, que serão divulgadas em, no máximo, 30 dias. Um grupo de técnicos e peritos ainda continuam no local para investigar as causas do acidente.

Dois trens de transporte de passageiros bateram na estação Presidente Juscelino Kubitschek, em Mesquita, na Baixada Fluminense, na noite desta segunda (5). De acordo com a Supervia, um trem que seguia da Central do Brasil, no centro do Rio, rumo a Japeri, na Baixada, bateu na traseira de outro, que estava parado, realizando o embarque e desembarque de passageiros. Segundo informações do jornal "O Globo", 147 pessoas ficaram feridas e precisaram ser encaminhadas para vários hospitais da região. 

O secretário Estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, também acompanhou no local a perícia da Agetransp, agência que regula as concessões de transportes públicos no Rio.

"O trem que se chocou não era uma composição na iminência de ser substituída por um dos trens novos que compramos da China. Ele foi há pouco reformado. O governo do Estado pretende substituir até o final do ano toda a frota", afirmou.

Passageiros ouvidos pela reportagem relataram o momento da colisão. "Meu trem estava parado e cheio, quando o outro bateu. Tinha mulheres grávidas, idosos, e todos foram arremessados. Bati minha cabeça e sofri um corte. Levei oito pontos. O meu trem veio parando muito, inclusive entre as estações", disse o administrador Werlley Mendonça, 29, que voltava do trabalho.

Segundo a assessoria da Agetransp, a agência irá apurar as causas do acidente, assim como o fará a Polícia Civil. Caso o acidente seja em decorrência de falta de manutenção, a concessionária Supervia será multada.

Ainda de acordo com a agência, desde o início das concessões, que datam de 1998, a Supervia já foi multada em cerca de R$ 7 milhões devido à falta de manutenção, atrasos e cancelamento de viagens.

Momento de pânico

Houve muta confusão no momento do choque. Algumas pessoas ficaram presas em parte dos destroços e os feridos foram socorridos por bombeiros de vários quartéis da região, que os levaram para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, Getúlio Vargas, na Penha, e o Albert schweitzer, em Realengo, também na Baixada Fluminense.

Para o Hospital da Posse foram levados 129 passageiros. Os que apresentavam ferimentos leves foram liberados, mas a maioria continua internada e alguns tiveram que passar por cirurgia. Médicos que estavam de licença foram chamados e devido ao grande número de feridos, muitos tiveram que ser atendidos em macas, no corredor do hospital.

Mais oito feridos foram levados para o Hospital Getúlio Vargas e 10 para o Albert Schweitzer. O grande número de feridos e a insuficiência de ambulâncias fizeram com que muitas pessoas fossem transportadas em veículos particulares e vans.

Segundo a Supervia, o primeiro trem foi retirado do local durante a madrugada, mas a segunda locomotiva só foi “encarrilhada” por volta das 5h20, antes de ser levada para a oficina.

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