Tijolo pode combater a dengue

Universidade estuda inovação que combate também febres como chikungunya

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Produção. Será possível iniciar teste piloto em dois meses, segundo empresa
Frederico Haikal / Vertica Tecno
Produção. Será possível iniciar teste piloto em dois meses, segundo empresa

Inovador, um dispositivo criado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pode reduzir os custos e aumentar a eficácia no combate à dengue e outras doenças, como malária e febres amarela, chikungunya e do Nilo. Pronto e já testado em laboratório, com resultados positivos, o mecanismo depende de homologação da Vigilância Sanitária para ser testado em campo e comercializado. De acordo com Airan Resende Boa Morte, diretor da empresa Vertica Tecnologia, que financiou o estudo, será possível iniciar o teste piloto do produto em dois meses.

Coordenador do projeto, o professor do departamento de química da UFMG Jadson Belchior explica que a pesquisa começou em maio de 2013, foi finalizada no primeiro semestre de 2014 e passou por testes laboratoriais ao longo do ano passado.

A tecnologia trata-se de um tijolo de concreto autoclavado, tratado quimicamente, que tem densidade inferior à da água, o que o faz flutuar. “Como passou por tratamentos químico e térmico, o tijolinho, em contato com água, luz e radiação, gera processo fotoquímico que produz um radical químico nocivo para as larvas de mosquitos”, explica Belchior.

Duração e custo. Ainda segundo o químico, o mecanismo tem durabilidade de dois meses e atua somente na presença de água – a ação é suspensa quando o líquido seca. A partir do terceiro mês de uso, o tijolinho começa a perder eficiência, segundo Belchior.

Conforme estimativa da Vertica, uma família deve gastar R$ 2 para manter os tijolinhos por seis meses.

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