Estação do Move opera sem portas na Pampulha

Técnicos visitaram cabine ontem, e sindicato prometeu manutenção

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Reportagem flagrou porta de vidro encostada na estrutura da estação
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Reportagem flagrou porta de vidro encostada na estrutura da estação

Uma cabine de transferência do Move localizada na avenida Antônio Carlos, na Pampulha, apresentou problemas nas portas que dão acesso aos ônibus. O vidro do equipamento estava encostado na estrutura da estação, e a passagem ficou aberta, oferecendo risco aos usuários do sistema de transporte. O defeito registrado na Estação UFMG vem se repetindo nos últimos meses em outros pontos, principalmente porque as baias têm sido alvo de vandalismo. As concessionárias de ônibus vão iniciar a manutenção nos locais a partir de hoje.

Uma equipe de técnicos foi enviada ontem até a estação para avaliar como o vidro seria recolocado, já que ele não estava quebrado, e se haveria necessidade de interditar o local. Até o fechamento desta edição, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) não havia informado a solução adotada. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da capital (Setra-BH) informou que já houve casos em que a porta dos terminais não abria e os próprios usuários retiraram o vidro. No entanto, a entidade não confirmou se isso ocorreu na Estação UFMG.

A Prefeitura de Belo Horizonte passou a responsabilidade da manutenção das portas para as empresas no fim do ano passado, após um jovem de 28 anos morrer ao colocar a cabeça para fora de uma cabine que estava aberta – ele foi atropelado na véspera do Natal.

As portas deveriam abrir só com a chegada dos ônibus, mas a reportagem visitou terminais do Move e constatou que, sem a proteção de vidro devidamente fechada, a cena de usuários se arriscando é constante. A BHTrans e as concessionárias não souberam informar ontem em quantos locais há problemas.

Perigo. Na Estação Santa Rosa, na Pampulha, a assistente Rosemary Aparecida de Moura, 49, ficou presa ao sair do ônibus porque a porta da cabine não abriu. “Tive que andar pelo corredor estreito até a porta mais próxima. Poderia ter desequilibrado se o ônibus tivesse arrancado ou se outro viesse logo em seguida”, contou.

Manutenção

Conserto. A BHTrans informou que está definindo procedimentos e preparando licitações, ainda no primeiro bimestre de 2015, visando à manutenção preventiva e corretiva das estações.

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