Pacientes vivem dia de caos em UAI

Além da unidade estar lotada e faltar bebedouro, demora no atendimento durou cerca de 10 horas

iG Minas Gerais | LISLEY ALVARENGA |

A espera por ter um atendimento médico de qualidade ontem na Unidade de Atendimento Imediato (UAI) Sete de Setembro, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, deixou usuários revoltados. Com apenas dois clínicos e um pediatra atuando, pacientes, além de aguardar cerca de dez horas na fila, sofreram com a superlotação, o calor e a falta de bebedouros na unidade de saúde.

“Cheguei aqui às 7h para ser atendida e até agora (às 17h de ontem) o máximo que consegui foi passar pelo acolhimento. Tenho duas filhas pequenas e tive que deixá-las com uma vizinha para vir pra cá. Estou revoltada. Sou uma mãe de família e pago meus impostos, por isso, tenho direito de ser atendida”, desabafou a auxiliar de limpeza Luciana Alvim Silva, que foi para a unidade sentindo fortes dores nas costas e na cabeça.

A lojista Cristiane de Andrade também saiu de casa para ser atendida na UAI, porém, após mais de 9h de espera, só conseguiu passar pelo acolhimento. “Quando cheguei, só tinha um clínico atendendo. Depois, chegou mais uma médica, mas, mesmo assim, quase ninguém foi chamado. Estou exausta, não tem bebedouro aqui fora para tomar água nem ventilador e o calor está infernal. Sabemos que a culpa não é dos profissionais. Isso é má gestão. Teria que ter mais médicos para atender as pessoas”, criticou.

O aposentado Geraldo Alves Costa também disse estar revoltado. “Tenho diabetes e colesterol alto. Cheguei aqui às 10h porque estou com o ouvido doendo e gripado. Quero apenas ser atendido”, reclamou.

Já um funcionário, que pediu anonimato, denunciou que, além da falta de médicos, a unidade estava sem gerente. “O outro foi mandando embora e quem teria que vir hoje faltou”, afirmou.

 

Prefeitura se defende

A prefeitura informou que três clínicos, dois pediatras e dois cirurgiões estavam atendendo ontem. Sobre o tempo de espera, eles disseram que o atendimento seguiu a classificação de risco. Declararam ainda que os ventiladores passarão por manutenção e que o bebedouro está em condição de uso. Já sobre a denúncia de que não havia gerente, disseram que há um subgerente respondendo.

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