Hamas se opõe 'totalmente' a apresentar nova resolução na ONU

No dia 2 de janeiro, a Autoridade Palestina cogitou enviar um novo esboço de resolução, com uma data limite para um acordo definitivo de paz com Israel e para o fim da ocupação israelense

iG Minas Gerais | AFP |

O Hamas afirmou, nesta segunda-feira, ser "totalmente contra" o plano do presidente palestino, Mahmud Abbas, de voltar a apresentar no Conselho de Segurança da ONU uma resolução da organização para acabar com a ocupação israelense, após a proposta apresentada na semana passada.

"O Hamas é totalmente contrário a qualquer nova tentativa da Autoridade Nacional Palestina no Conselho de Segurança", afirmou o porta-voz da organização islamita, Sami Abu Zuhri, em um comunicado.

"Um gesto desse tipo seria uma estupidez política e jogar com o destino da nossa nação", considerou.

No dia 2 de janeiro, a Autoridade Palestina cogitou enviar um novo esboço de resolução, com uma data limite para um acordo definitivo de paz com Israel e para o fim da ocupação israelense, depois que sua proposta foi rejeitada pela primeira vez.

O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina, disse à AFP que a uma nova resolução seria apresentada "em breve", embora não tenha especificado quando.

Na votação de 30 de dezembro, China, Rússia e França deram seu apoio, junto a outros cinco países, enquanto Estados Unidos e Austrália votaram contra.

Outros cinco Estados, entre eles Reino Unido e Nigéria (que deveria ter votado a favor e mudou sua posição na última hora), se abstiveram.

Ao não conseguir os nove votos necessários para aprovar a resolução, os Estados Unidos abriu mão do seu direito ao veto, gesto que poderia lhe causar problemas com seus aliados árabes.

Mas para os palestinos, que contavam com os simbólicos nove votos, foi um duro golpe diplomático, inclusive sabendo que Washington o bloquearia de qualquer maneira. 

No dia 1º de janeiro, entretanto, a configuração do conselho de 15 membros mudou com a entrada de cinco novos membros não permanentes (Espanha, Venezuela, Angola, Malásia e Nova Zelândia), que pode ter uma posição mais pró-Palestina.   

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