É mais seguro e atrai público para as ruas, diz brasileiro sobre rali

Jean Azevedo, de 40 anos, encabeça o time sul-americano da montadora japonesa Honda na disputa

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Jean acredita que a prova no continente sul-americano exige maior preparo físico dos pilotos
Divulgação/ Facebook Jean Azevedo
Jean acredita que a prova no continente sul-americano exige maior preparo físico dos pilotos

Desde às 5h deste domingo (4/01), cinco brasileiros, em meio a mais de 600 participantes, estão na disputa do rali mais renomado e tradicional do planeta.

Até 17 de janeiro, 460 veículos entre motos (161), quadriciclos (45), caminhões (63) e carros (137) vão percorrer mais de 9.000 quilômetros por cidades argentinas, chilenas e bolivianas em busca de conquistas na 37ª edição do evento.

A prova, que se iniciou em 1979 como uma travessia entre Europa e África, com direito a trechos pelo deserto do Saara, e o nome de Paris-Dakar, já não deixa a França com destino ao Senegal, seu trajeto clássico, há um bom tempo.

Desde 2008, a corrida passou a ser disputada na América do Sul. E consolidou-se como grife, a ponto de ter atraído, segundo estimativas locais, mais de 1 milhão de pessoas às ruas de Buenos Aires, capital argentina, para uma largada promocional, com apresentação e discurso de alguns pilotos.

Só na lendária Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino, estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham comparecido no sábado (3/01), para ver a largada promocional do evento. A chegada da corrida também será na Argentina.

Em sua 17ª participação na competição, o brasileiro Jean Azevedo, 40, quinto colocado no Dakar em 2003 na categoria motos, fala com saudade sobre a época em que o rali acontecia entre a Europa e o continente africano. Mas reconhece os benefícios desta fase mais recente do evento.

"Na época da África, a prova exigia mais técnica dos pilotos. Hoje em dia, trata-se de uma competição mais física", acredita. "Mas, ao mesmo tempo, tornou-se também uma prova mais segura e que atrai mais público para as ruas. Há mais carinho ao longo percurso", pondera.

Azevedo encabeça o time sul-americano da montadora japonesa Honda na disputa. E, embora entusiasmado, lamenta não ter conseguido testar equipamento nas condições ideais.

"Rodei uns 300 km com a moto que vou usar. Eu gostaria de ter percorrido uns 30 mil", conta.

O espanhol Joan Barreda, 31, um dos favoritos na categoria motos, principal piloto da equipe mundial da montadora japonesa, está mais seguro com seu equipamento.

"Sei que temos condição de vitória [a despeito do favoritismo de Marc Coma -vencedor em 2014 e detentor de quatro títulos]. Já participei de ralis no Marrocos com a moto e estou tranquilo", diz.

ESQUADRA BRASILEIRA

A esquadra brasileira no rali é completada com André Suguita, com um quadríciclo, Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, em um carro, e Du Sachs, como navegador no carro do português Ricardo Leal.

Novamente neste ano, rumores indicam que o Brasil possa vir a ser parte do percurso do rali nos próximos anos.

Estima-se que a passagem do rali pelos três países vá movimentar cerca de 250 milhões de dólares para as economias locais em 2015.

 

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