Agentes municipais de saúde cruzam os braços a partir desta segunda

Sindicato ainda não sabe a quantidade de servidores que aderiram ao movimento; assessoria da Secretaria Municipal de Saúde disse não ter sido informada da greve

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Os Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciaram uma greve geral na manhã desta segunda-feira (5), segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel).

“O piso salarial é uma lei federal e deve ser cumprido pelo município. Além disso, a negociação do Plano de Carreira da categoria já se prolonga por tempo demais e precisa se concretizar”, garantiu o presidente do Sindibel, Israel Arimar.

Os servidores irão se reunir em assembleia ainda nesta manhã, na praça da Estação, no centro da capital, para definir as estratégias de mobilização. É possível que os funcionários públicos façam uma passeata.

Conforme o sindicato, desde junho do ano passado foi sancionada a Lei Federal 12994/14, que estabelece um valor mínimo de R$ 1.014 mensais como vencimento base dos ACE/ACS. Atualmente o vencimento base inicial dos ACEs em Belo Horizonte está fixado em R$ 1.020, enquanto os ACSs da capital recebem R$ 795. Além da equiparação salarial, os trabalhadores exigem também pagamento retroativo ao mês em que a lei foi sancionada pelo Governo Federal. A lei estabelece também diretrizes para a elaboração de um plano de carreira, antiga reivindicação da categoria, ainda não atendida pela prefeitura.

Ainda, segundo o Sindibel, a PBH conta atualmente com cerca de 4.000 agentes comunitários de saúde e combate a endemias, distribuídos pelas nove regionais da capital.

O sindicato não soube informar o tamanho da adesão à greve. Já a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou à reportagem de O TEMPO que não foi informada da greve.