Equipe mais robusta e política

Para Couto, o novo quadro pode significar mais autonomia aos subordinados da petista. “É difícil imaginar Dilma aos berros com Jaques Wagner ou Patrus Ananias

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

O novo plantel de ministros também é alvo de críticas. Havia uma expectativa de que Dilma Rousseff imprimisse critérios mais técnicos nas escolhas, já que vinha dizendo que montaria um segundo mandato com o seu perfil.  

O anúncio da senadora ruralista Kátia Abreu (PMDB-TO) – que protagonizou embates com Lula – para o Ministério da Agricultura, assim como o mandatário da Fazenda, Joaquim Levy, ligado ao setor financeiro, surpreenderam.

“Esperava que fossem pessoas mais adequadas ao perfil de cada pasta. Parece que todos são gênios e dominam todos os temas. Levy tem o mesmo perfil de Armínio Fraga, que seria o ministro de Aécio e foi criticado por Dilma”, analisa a cientista Sandra Starling.

Para o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais Fábio Wanderley Reis, as escolhas são meros acertos de campanha. “Está sendo feito o jogo da coalizão para assegurar o apoio no Congresso”.

Já o cientista político da Fundação Getúlio Vargas Cláudio Couto diz que não há surpresas na composição partidária. “Mas, quanto ao perfil, é um ministério politicamente mais robusto, com ex-governadores, o ex-prefeito Gilberto Kassab e outros que concorreram a governos. O grupo majoritário do PT perdeu espaço”, afirma o cientista.

Para Couto, o novo quadro pode significar mais autonomia aos subordinados da petista. “É difícil imaginar Dilma aos berros com Jaques Wagner ou Patrus Ananias. Ela terá que respeitar o poder político deles”.

“Até então, na hora de formar a base, eram ministros que não garantiam governabilidade. Agora, são pessoas com autoridade política dentro dos seus partidos e que garantem uma base mais sólida”, diz o deputado federal Reginaldo Lopes. 

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