Produção de 2014 é 25% menor

Análise de matérias em plenário pelos vereadores de Belo Horizonte caiu em relação a 2013

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Plenário. 
Disputa para deputados estadual e federal ajudou a esvaziar as sessões na Camara de BH
Mila Milowski / CMBH
Plenário. Disputa para deputados estadual e federal ajudou a esvaziar as sessões na Camara de BH

Ocupados com eleições para deputado federal e estadual, além do próprio pleito interno para a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), os vereadores da capital fecharam o ano de 2014 com apreciação de projetos 25% menor do que em 2013. Além da queda da produção no plenário – onde são votados e discutidos os projetos de lei –, as faltas também foram recorrentes. Apenas um dos 41 parlamentares foi a todas as reuniões.  

Como já havia mostrado O TEMPO, de janeiro a agosto deste ano, os vereadores tiveram queda de produção em plenário de 61%. Na segunda semana de dezembro, quando se encerrou o trabalho da Casa em 2014, e depois de passada a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2015-2016, os trabalhos foram acentuados. Mesmo assim, a produção ficou 25% menor do que a de 2013. No ano passado, os parlamentares votaram 174 projetos. Neste ano, foram apreciadas 132 matérias em plenário.

Verba. Em 2014, a Câmara de Belo Horizonte gastou R$ 5, 4 milhões em verba indenizatória. Cada vereador tem direito a R$ 15 mil mensais para custear os trabalhos dos gabinetes.

O que mais utilizou o recurso foi Elvis Côrtes (SD), que gastou R$ 182.429 ao longo de 12 meses. O presidente da Casa em 2014, Léo Burguês (PTdoB), foi o segundo que mais usou a verba, R$ 181,9. Os mais econômicos foram Marcelo Aro (PHS) e Iran Barbosa (PMDB). Ambos não gastaram nenhum centavo da verba de gabinete.

Prazo

Demora. Em 2014, 457 proposições de lei perderam o prazo de análise nas comissões temáticas da Câmara. Os colegiados recebem os projetos antes de eles irem ao plenário.

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