Queiramos ou não, evoluímos mais é nas nossas ideias sobre Deus

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DUKE
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O autor de Hebreus (5: 13 e 14) fala-nos, figuradamente, da nossa evolução cultural, demonstrando-nos a nossa imaturidade de crianças, que se alimentam de leite, e a nossa maturidade de adultos, cujo alimento é sólido (ver também Efésios 4: 13). Assim como a criança tem sua fase dos “porquês” ( “por que hoje está chovendo?”), a humanidade teve também sua infância cultural e de perguntas, principalmente sobre Deus. Até se fala na infância terrena. E as revelações? Houve-as, e muitas, mas ora elas foram mal interpretadas, ora receberam acréscimos de ideias teológicas imaturas, com as quais, por exemplo, transformam Deus em gente. Pela Bíblia, o Messias, o Enviado, é um homem, jamais o próprio Deus, mas O divinizaram, transformando-O em outro Deus igual ao Deus absoluto, o Pai, o “Enviador”, que é maior do que o Enviado (João 14: 28). Jesus, o Messias, é Deus relativo, de cuja natureza humana todos nós somos também (Salmo 82: 6; e João 34: 10). O Messias é o Verbo de Deus (Palavra de Deus), mas não é o próprio Deus, como a nossa palavra não somos nós mesmos! Deus tem sua própria identidade, e Jesus tem também a sua própria. Os dois são um, sim, mas na sintonia. E Jesus existiu antes de Abraão, por ser um Espírito mais velho do que o de Abraão, como o seu espírito, leitor, pode ser também mais velho do que o meu, e vice-versa. Elucubrações sobre Deus sempre a humanidade pode e deve fazer, pois Deus, por ser um Ser infinito, de acordo com nossa evolução cultural, sempre será objeto de nossa inteligência finita, sem nunca chegarmos a um conhecimento do que Ele seja realmente. E isso jamais será um mal para nós, pois foi Ele próprio que nos deu o intelecto para fazermos reflexões (meditações?). E por que não sobre Ele, se nEle existimos, vivemos e nos movemos? (Paulo). Epicuro expôs suas dificuldades sobre a existência de Deus e do mal, que vamos sintetizar: se Deus é contra o mal, mas não é capaz de evitá-lo, então Deus seria fraco; se Ele pode evitar o mal, mas não o quer, então, Ele seria mau; se Deus não quer eliminar o mal e não tem poder para evitá-lo, então, Deus seria mau e sem poder, pelo que não poderia ser Deus; e se Deus pode eliminar o mal e pode fazê-lo, por que o mal existe e por que Deus não o extingue? Com essas reflexões, Epicuro justificava seu ateísmo. São Tomás de Aquino apresenta-nos sobre a existência do mal o argumento chamado “Defesa do propósito desconhecido”, ou seja, a nossa ideia de que o nosso conhecimento sobre Deus jamais poderá ser completo ou perfeito. De fato, nosso intelecto é limitado e não poderá jamais compreender completamente os desígnios de Deus. Outro argumento desse santo filósofo é que não está claro que o mundo seria melhor sem a existência do mal. Realmente, pois um mal que é feito contra mim pode ser um bem, já que pode me estar fazendo pagar um mal que eu fiz. Ninguém deixará de pagar tudo até o último centavo (Mateus 5: 26). E diz a teologia: “Deus sabe tirar do mal o bem”. De tudo isso e com o nosso melhor e inevitável conhecimento de hoje, se conclui que não podemos crer como verdades intocáveis tudo o que os teólogos do passado, ainda pouco evoluídos, ensinaram, pois, hoje, seus espíritos imortais, inevitavelmente mais adiantados no conhecimento infinito sobre Deus, mesmo incompleto, são outros, como o atestam a sua eterna evolução e as suas comunicações mediúnicas! Curtam minha página no Facebook (www.facebook.com/jreischaves) e visitem meu site (www.josereischaves.com.br).

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