Marcelo Bones vai ao Chile debater festivais e divulgar grupos

O ator, produtor e curador estará no Santiago a Mil para discutir a internacionalização da nossa cena

iG Minas Gerais | Deborah Couto |


Marcelo Bones tem a internacionalização do teatro como causa
Paulo Lacerda
Marcelo Bones tem a internacionalização do teatro como causa

Os festivais de teatro e sua relação com o mercado internacional ocupam espaço central na vida de Marcelo Bones. O ator, curador, programador e consultor embarca agora para o Chile para participar do festival Santiago a Mil, no próximo dia 13, premiado fruto de um primeiro lugar no Edital Conexão Cultura Brasil #Negócios. É a terceira vez que Bones marca presença no evento, que, segundo ele, está entre os três mais importantes da América Latina.

Fundador do Teatro Andante – grupo com mais de 20 anos e dos mais influentes na cena de Belo Horizonte – Bones lançou em agosto passado o Observatório dos Festivais. A empreitada, um site cujo objetivo é promover e divulgar pesquisas sobre o cenário dos festivais de artes cênicas no Brasil e sua relação com o mundo, ganha fôlego com a participação de Marcelo no Santiago a Mil, onde vai dar palestra e participar de debates. Bones também representa a Platô – Plataforma de Internacionalização do Teatro, que trabalha na divulgação dos grupos Cia. Luna Lunera, Espanca!, Grupo Teatro Invertido e o seu Teatro Andante no exterior.

Bones, que também é programador (responsável, inclusive, pela curadoria do FIT 2004) e consultor, conta que a cena teatral da cidade tem uma experiência com festivais importante, além de ser focada mais em grupos que em nomes específicos. “O FIT teve um papel fundamental para nós. Muitos dos nossos artistas de vanguarda se formaram em seus espetáculos, além, é claro do próprio público”, diz.

Mas, para ele, apesar da riqueza do cenário, esses grupos circulam muito pouco internacionalmente. “Falta foco e empenho por parte de muitos grupos. São insuficientes, ainda, as políticas públicas que colaborem com essa internacionalização da arte. Há também a pouca capacidade por parte das companhias no que diz respeito à legendagem, subtitulagem e espetáculos em outras línguas. Tudo isso dificulta um intercâmbio entre o nosso teatro e o que é produzido mundo afora”, afirma.

Os desafios de ano novo de Bones vêm exatamente no sentido de transpor essas barreiras. Além dos vários compromissos pelo mundo, como a participação da Platô no Festival de Manizales (Colômbia), ele pretende consolidar o Observatório não só como site, mas como plataforma de discussão. Para tanto, já tem marcados quatro seminários ao longo do ano.

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